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Crueldade no destino

Vitória merecia muito mais do jogo

O futebol é um dos raros desportos coletivos em que é possível existir uma discrepância entre a produção ofensiva das equipas e o resultado. Essa é parte da sua magia, mas também da sua crueldade.

O futebol foi cruel com o Vitória neste domingo de regresso dos adeptos ao estádio, não apenas porque negou à equipa a justa recompensa pelos bons momentos que ela apresentou, mas também porque a castigou ao ponto de sair da 1.ª jornada com uma derrota com tem requintes de malvadez face ao que se viu no D. Afonso Henriques.

Foi especialmente forte a etapa inaugural por parte dos Conquistadores, embalados por um público vibrante. Domínio intenso, muitas oportunidades, a mais flagrante das quais numa bola que Borevkovic atirou à barra da baliza de Samuel.

Era curto o 0-0 ao descanso e se é verdade que o Vitória não reentrou bem, também é um facto que a 2.ª parte foi exagerada nas paragens, sempre a cortar ritmo ao jogo e a contrariar o ímpeto do Vitória. O cúmulo foi o golo do Portimonense ter surgido após uma consulta do árbitro ao vídeo para dar amarelo a Herculano (!), mas até mais com o coração do que com a cabeça e a correr atrás do prejuízo se viram oportunidades de sobra para pelo menos se repor a igualdade.

O resultado não tem qualquer correspondência com a exibição, mas é o que se evidencia de um bom jogo coletivo e de um regresso dos adeptos que muito se saúda.