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“Usar a braçadeira é motivo de orgulho”

O jovem Ni aborda atualidade dos Sub-23 e projeta dérbi minhoto

O dérbi já não é uma novidade para ele e as memórias destes duelos entre minhotos levam-no a jogos com finais felizes. Ni, como é conhecido, é ainda um jovem à procura do seu lugar ao sol mas tem já algumas histórias para contar. E, em vésperas de dérbi, o defesa partilha um dos jogos mais entusiasmantes da sua – ainda curta – carreira. “Há um jogo que jamais vou esquecer, não só pelo resultado mas também porque marquei e eu nem sou um central de marcar muitos golos. Estava nos Sub-17, estávamos a perder 3-0 ao intervalo, com o Braga, e ainda conseguimos vencer por 3-4. Eu entrei aos 46’ e marquei o golo para o 3-2. Confesso que nem sabia como festejar, estava realmente emocionado e quis pegar logo na bola e mostrar à equipa que ainda estávamos a tempo de mudar o rumo do jogo. E assim foi”, contou.

Agora, dois anos depois, o jogador espera voltar a vencer e a “repor alguma justiça àquilo que foi o nosso jogo na primeira volta”. O central lembra o primeiro confronto com o Braga com alguma “revolta” pois a equipa acabara por sair derrotada devido a más decisões de arbitragem que se revelaram determinantes: “No final desse jogo, a equipa estava mesmo triste. Triste e revoltada. Jogámos melhor que o adversário, marcámos um golo e o árbitro não validou. Foi uma tremenda injustiça e espero que agora possamos ter um jogo sem casos e sem polémica”.

O sentido de justiça acompanha o defesa vitoriano desde sempre mas a braçadeira, usada no ultimo encontro, obriga-o a estar mais atento. “Ser capitão num clube como o Vitória é um sentimento inexplicável. Já o tinha sido nos Sub-19 e, curiosamente, num dérbi e é sempre um momento de orgulho. Ainda assim, aqui nesta equipa somos todos capitães porque somos um grupo jovem e temos de nos ajudar uns aos outros. Eu, enquanto capitão dentro de campo tenho de ter sempre uma voz mais ativa, um sentido de liderança mais presente mas no dia-a-dia todos tentamos ser responsáveis e exemplares”, disse.

“Ver jogadores na equipa A é motivador”

Os resultados na Liga Revelação não são risonhos. No recente regresso à competição, depois de mais uma paragem, os vitorianos foram derrotados pelo FC Famalicão e afastaram-se dos lugares cimeiros. A classificação “não agrada e deixa-nos tristes” mas não desanima o grupo de trabalho. É que, segundo Ni, olhar para o plantel que compõe a equipa principal traduz-se num injetor de motivação para o futuro de cada um deles. “Estamos tristes pelo momento que atravessamos em termos de resultados, que não coincidem com as exibições. Infelizmente, não dependemos de nós para estar nos primeiros lugares mas a ambição e a vontade de vencer terá de estar sempre presente e isso só depende de nós. Além disso, todos sabemos que teremos de jogar bem, de mostrar qualidade se quisermos chegar onde outros colegas já chegaram. É gratificante olhar para aquilo que se passa na equipa A e isso tem de nos obrigar a trabalhar porque a oportunidade pode chegar a qualquer momento. Estamos num Clube que aposta em nós e sabemos que estamos sempre a ser observados”, reforçou.