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A Luz da Vitória

Conquistadores vencem dérbi do Minho

Uma alma imensa, uma exibição digna de Rei. O Vitória conquistou o dérbi do Minho e fê-lo com doses extraordinárias de querer, ambição e espírito coletivo. Um triunfo alcançado em cima do minuto 90, através de Nelson da Luz, que teve no pé esquerdo a força de uma cidade e a voz de um estádio.

Nessa altura, o Vitória estava já há muito reduzido a dez unidades, fruto da expulsão de Alfa Semedo. Um desequilíbrio que António Nobre também permitiu, fruto de um critério disciplinar incompreensível, que poupou claramente o 2.º amarelo a Bruno Rodrigues, substituído de imediato por Carlos Carvalhal.

Começou aí um jogo novo, depois de um período em que o Vitória SC foi melhor e chegou à justa vantagem, por intermédio de Estupiñan. Solidária e altamente competitiva, a equipa contagiou as bancadas e nem o golo do empate, a abrir a etapa complementar, retirou coragem e ambição aos Conquistadores, que estiveram pertíssimo do 2-1 através de Rochinha.

Veio depois a expulsão e o jogo mudou de feições. Não por ter retirado o foco no triunfo, mas por ter obrigado a uma reformulação da rota para a baliza de Matheus. O Vitória uniu-se ainda mais, as bancadas entraram em campo também, e o corolário da inteligência com que o coletivo geriu o jogo foi o tal lance ao minuto 90, que iluminou o Castelo e brindou a nação vitoriana com o merecido triunfo.