Grato ao presidente António Miguel Cardoso pela confiança que transmitiu, o treinador do Vitória SC registou melhorias na equipa, mas não se dá por satisfeito

Frustrado com o empate diante do Arouca, Luís Pinto lamentou o rendimento da equipa do Vitória Sport Clube no segundo tempo, quando ainda contava alcançar outra vez a vantagem no marcador. Sem esconder ter ficado agradavelmente satisfeito com os desempenhos dos médios Beni e Gonçalo Nogueira, entre outras opções novas que introduziu na equipa, o treinador garantiu que não desistirá de melhorar a equipa e agradeceu as manifestações de apoio do presidente António Miguel Cardoso.
Filme repetido: “Tal como aconteceu em Moreira de Cónegos, entrámos bem no jogo, em busca da vitória. Temos de melhorar e ganhar consistência ao longo dos jogos. Voltámos a sofrer um golo, ainda por cima na primeira ou segunda vez que foram à nossa baliza, e isso deitou-nos um bocadinho abaixo. Repetiu-se um pouco o filme do último jogo: nós a sermos superiores e o adversário a marcar na primeira ocasião em que rematou à nossa baliza. Temos de melhorar, sendo mais assertivos na resposta. Apesar de este jogo não ter tido um desfecho tão mau como em Moreira, notou-se muito receio da equipa na segunda parte”.
O que faltou na segunda parte: “Senti que a equipa precisava de ser refrescada, especialmente no meio-campo. E também era necessário refrescar o flanco direito. O Telmo Arcanjo fez uma primeira parte interessante naquele que foi o primeiro jogo a titular, mas depois denotou cansaço. Depois também substituí o Nélson Oliveira porque era necessário ter um ponta de lança com outra presença dentro da área. Por outro lado, o Vando entrou para dar maior agressividade ao ataque, enquanto a entrada do Nuno Santos visava termos maior critério naqueles espaços entrelinhas. Mas não conseguimos dar o clique que pretendíamos…”
As novidades no onze inicial: “Posso dizer que os jogadores que alinharam de início deram passos firmes para voltarem a ser titulares. Gostei bastante deles. Mas há trabalho para cumprir nas duas próximas semanas. Não podemos somar três jogos sem o rendimento esperado. Procedi a algumas alterações porque alguma coisa tinha de ser feita. Neste jogo expusemo-nos muito menos em termos defensivos. Demos um bocadinho mais estabilidade à linha média com o Beni e o Gonçalo Nogueira. Por outro lado, conseguimos chegar mais vezes às zonas de finalização. Passámos mensagens positivas; especialmente a mensagem de que vale a pena trabalhar. São dois jovens jogadores que têm bastante talento e uma dimensão física bastante interessante, para além da sua qualidade técnica. Senti que mereciam esta oportunidade”.
A confiança transmitida por António Miguel Cardoso: “Tenho de agradecer as palavras do presidente. É alguém que está muito presente nos treinos e vê o trabalho que é feito. Sendo o mentor do projeto, está por dentro das decisões que vão sendo tomadas no clube. Agradeço-lhe a confiança. Resta-nos trabalhar para que essa confiança se mantenha grande, com resultados desportivos. Ninguém pode aceitar trabalhar no Vitória sem conhecer bem a exigência do clube. Eu conhecia tal como conheci, desde o meu primeiro dia, tudo aquilo que estava a ser projetado para a equipa. Não fui surpreendido por nada. Estava à espera de desafios e de dificuldades. Temos é que continuar muito crentes e fortes no nosso processo e na nossa forma de trabalhar, sabendo incutir os valores do que é ser Vitória SC. Há muita gente nova a chegar ao clube e alguns não são portugueses, não conhecendo o Vitória SC como nós conhecemos. Temos de continuar a trabalhar muito focados, sempre com o objetivo de vencer”.
A paragem do campeonato: “Será no benéfica. Servirá para desenvolvermos relações humanas que nos permitirão sermos mais fortes. Eu acredito que o ser humano está sempre à frente do jogador. Quanto mais reforçarmos as nossas relações, tanto melhor. Mas também teremos muitos jogadores nas seleções e, por isso, o grupo não estará completo. Tudo faremos para melhorar o grupo para reagirmos às adversidades”.

