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Luís Pinto: “Vamos com muita humildade e ambição para o dérbi”

À espera de um Braga capaz, o treinador acredita que o Vitória SC poderá levar a melhor se fizer valer a força do coletivo

Na antecâmara do primeiro grande dérbi minhoto da época como treinador do Vitória Sport Clube, diante do Braga, Luís Pinto deu conta de uma equipa motivada e apostada em somar os três pontos. De volta ao Estádio D. Afonso Henriques, depois de um triunfo moralizador na Amadora, os Conquistadores não se dão por satisfeitos e, de acordo com o treinador, não se pouparão em esforços, jogando de forma unida e num ritmo forte.

A semana de preparação do dérbi: “Vimos de uma vitória que foi segura e bem conseguida. Notou-se a evolução da nossa forma de estar em campo nesse jogo, algo que era importante. Como é óbvio, andamos sempre a trabalhar para ganhar. Encarar esta semana assente numa vitória é sempre melhor. É um jogo especial para a cidade e para os adeptos e nós temos de saber viver com isso, viver as emoções da cidade. É bom preparar este jogo com uma vitória que nos deixou boas sensações”.

Que Braga e Vitória SC em campo: “Respeitamos o Braga mas a parte que mais nos interessa é mostrar o nosso Vitória. Pretendemos ser uma equipa coesa, unida, que saiba o que pode fazer e como pode jogar este dérbi. Queremos aproveitar o entusiasmo que se vive à volta do jogo. Desejamos ser uma equipa com coragem e que quem estiver a ver o jogo sinta que há um plano de jogo, mas também muita envolvência no dérbi. Pretendemos representar os nossos adeptos da melhor forma em campo, de forma unida, a jogar uns pelos outros. Vai ser necessário isso para o jogo de amanhã”.

Braga ferido? “Não espero um Braga ferido. É um cube que tem construído plantéis de alto nível, tem equipas de um nível muito alto, que, como todas as equipas, pode passar por momentos melhores e piores. Espero um Braga forte, a querer disputar o jogo, mas, acima de tudo estou mais interessado na forma como vamos encarar o jogo”.

O investimento nas equipas, um ponto de diferença e o favoritismo: “Não sinto que esse tema vá entrar em campo. O que tem de entrar em campo é a nossa vontade de disputar o jogo e de lutar pela vitória. Julgo que a classificação também não será um fator determinante no resultado. Queremos encarar o jogo com coragem e ambição de vencer, temos de ter isso bem presente. Acho acima de tudo que temos de estar disponíveis para o jogo. A questão do favoritismo é um assunto mais secundário do que o jogo em si”.

As mudanças do adversário dificultam a preparação: “Acaba por ser verdade, mas vejo por outro lado, como uma possibilidade no sentido de acrescentarmos trabalho à nossa ideia e ao processo que temos de implementar. Queremos aumentar forças, ser uma equipa mais versátil, estes jogos dão-nos essa possibilidade. Obviamente que há questões que são inerentes à equipa do Braga que queremos preparar e explorar”.

Que pormenores podem ser decisivos? “O coletivo. A capacidade de sermos coletivos, de disputar o jogo, uns pelos outros e uns com os outros, pode fazer a diferença, andando mais próximos do que pretendemos, que passa por vencer o dérbi. E a humildade. Quanto mais humildes formos, mais possibilidades temos de realizar aquilo que pretendemos. Vamos com muita humildade e ambição”.