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Bomba num plano quase perfeito

O dérbi minhoto terminou com uma igualdade (1-1) no Estádio D. Afonso Henriques. Perante uma casa cheia, Mitrovic assinou um golo magistral

Em mais um dérbi minhoto eletrizante que fez encher as bancadas do Estádio D. Afonso Henriques, o Vitória Sport Clube terá deixado escapar da marca dos 11 metros aquilo que poderia ter sido um triunfo claro sobre o Braga. Encarregado de converter um penálti, a castigar uma falta de Gabri Martinez sobre Miguel Nogueira, Nélson Oliveira (muito ativo no ataque) bateu colocado, mas o guarda-redes Hornicek esticou-se e respondeu com uma grande defesa, numa altura em que a partida registava uma igualdade (1-1). Era o último ato do primeiro tempo e ainda havia muito tempo de jogo pela frente, mas outra ocasião tão flagrante não voltaria a sorrir a nenhuma das duas equipas e esse detalhe acabou por fazer toda a diferença no desfecho da partida.

Em franca retoma no campeonato, depois de um arranque aquém das expectativas, o Vitória SC encarou o Braga de forma corajosa, chegou a ter momentos de preponderância e teve capacidade de reação quando o adversário se adiantou no marcador. Aconteceu aos 27 minutos, num lance em que Fran Navarro apareceu no sítio certo a fazer a recarga, após primeiro remate de Niakaté. O golo fortaleceu os arsenalistas, mas não retirou clarividência aos visitados, que, por intermédio de Mitrovic, depressa repuseram a igualdade – numa questão de apenas cinco minutos. E o jogador sérvio, estreante como titular, fê-lo de forma brilhante: servido por Gustavo Silva, focou o alvo de longe e arrancou um disparo estupendo, não dando qualquer hipótese a Hornicek (32’). Não se tratou, aliás, de um ato isolado em termos ofensivos para os Conquistadores. Logo aos nove minutos, por exemplo, Gustavo Silva esteve muito próximo de faturar. Atento a um passe de Telmo Arcanjo, o atacante brasileiro surgiu na área para fazer a emenda, mas acabaria por acertar na malha lateral. Já na outra baliza, Castillo mostrou-se atento ao defender dois remates de Ricardo Horta, enquanto Niakaté acertou, num golpe de cabeça, na trave.

O segundo tempo foi mais rico em emoções fortes do que em oportunidades. Privado inicialmente de Gonçalo Nogueira, por lesão, o técnico Luís Pinto perderia ainda o extremo Gustavo Silva por razões físicas, mas a equipa manteve-se coesa e sólida até ao fim, sem nunca perder de vista a baliza. De pouco valeu a Carlos Vicens esgotar todos os trunfos que ainda tinha durante a dança das substituições. O Vitória SC não cedeu e manteve a invencibilidade no seu estádio, terminando o jogo de cabeça bem levantada e apenas a lamentar o empate… que poderia ter sido mais um triunfo. Na próxima jornada da Liga Portugal, a equipa visita o Alverca.    

A ficha de jogo AQUI