Atento ao trajeto ascendente do Gil Vicente, o treinador aposta num Vitória SC de sentidos bem ligados para somar mais três pontos na partida desta segunda-feira

Carimbado no Dragão o passaporte para a Final Four da Taça da Liga, o Vitória Sport Clube regressa ao campeonato insuflado de confiança e ambição. A receção ao Gil Vicente sugere uma mão cheia de cautelas, mas o técnico Luís Pinto acredita que a equipa terá capacidade para levar a melhor sobre o adversário na partida agendada para esta segunda-feira, no Estádio D. Afonso Henriques. Os níveis de concentração dos jogadores, segundo o treinador, terão de bater no ponto máximo.
Alerta: “Teremos de nos apresentar muito concentrados e competitivos no próximo jogo. O Gil Vicente tem vindo a fazer um trajeto muito interessante no campeonato, tendo por base boas dinâmicas e muita solidez. Tem conseguido bons resultados. Estão em quarto lugar há cinco jornadas”.

Jogo decisivo nas contas europeias? “Trata-se de um jogo de extrema importância… por ser o próximo. Não queremos olhar para outras questões e vamos jogar para vencer”.
Confiança em alta: “Em futebol, a confiança anda sempre ligada aos resultados. Atendendo ao valor do adversário que temos pela frente, o excesso de confiança não será sequer questão. Temos de saber lidar com isso. Esta equipa encara todos os jogos para vencer, temos de estar sempre ligados e levar em conta o que se passou de positivo ou negativo nos jogos anteriores. Se estamos ou não na melhor série? Isso não nos pode dizer nada. Só nos interessa o presente ou o futuro próximo. Só olhamos para o imediato. Temos de nos focar nas nossas tarefas, sabendo de antemão as dificuldades que implicará o próximo jogo. Teremos de nos apresentar muito concentrados nas nossas tarefas”.
Beni a caminho do CAN: “A ausência dele será uma oportunidade para outros jogadores. Por um lado, estamos felizes pelo facto de o Beni ter sido chamado a essa competição; por outro, preferíamos ter o Beni disponível. Mas esse ainda não é para já um problema. Será um problema para dentro de uma semana. Outros jogadores passarão a ter mais tempo de utilização e espaço para demonstrarem que merecem representar o Vitória SC”.

A grande forma de Oumar Camara: “É um jogador estrangeiro, estreante nesta época em Portugal. Está pela primeira vez fora do seu país e longe da família. É verdade que veio de um clube grande, mas também é verdade que foi para outro clube grande e com uma exigência diferente. Estando na primeira equipa do Vitória SC, tem uma exposição diferente do que tinha no PSG. Teve de passar por uma fase de adaptação e de perceber onde se encontra. Até começou a época como titular, mas depois deixou de ser opção e isso fez parte do seu trajeto. Estamos a falar de um adolescente. Só tem 18 anos. Não podemos esperar que as coisas aconteçam logo. Há que dar tempo, dando ao mesmo tempo suporte para que as coisas aconteçam, para que haja rendimento. Neste momento isso verifica-se, mas o Camara tem de continuar a trabalhar. Faz parte do nosso projeto e o Camara deixou-nos satisfeitos. É um prazer verificar que ele já se adaptou à cidade e que até já consegue falar português, sabendo lidar da melhor forma possível com a exigência grande do clube. Estamos felizes pelo seu desenvolvimento, mas ainda estamos numa fase precoce do seu crescimento”.

Que espaço para os campeões do mundo Verdi e Zeega? “Terão espaços como outros já têm tido. Já tivemos um jogador de 15 anos a treinar connosco. Já chamámos o Zeega para treinar connosco e só não ficou porque depois foi chamado à Seleção. O Verdi também já treinou e tem treinado connosco agora mais recentemente. Mas, como quem fala desses dois, falamos de muitos outros da nossa equipa que têm treinado constantemente connosco. Estamos sempre abertos a que tenham tempo de trabalho connosco. Acreditamos que essa é a base do projeto, quer queiramos, quer não, essa é a base do projeto. Acreditamos que podem ser integrados aos poucos para poderem ter o seu crescimento e de forma sustentada poderem, ou não, vir a ter uma hipótese. Estamos disponíveis para abrir esse espaço. Estamos sempre atentos à nossa formação e a esses dois em específico porque ser campeão do mundo, seja do que for, é o alcançar de alguma coisa inédita. Há muito poucas pessoas que conseguem ser campeões do mundo, seja do que for, por isso nós temos de estar atentos a eles, claro”.

