O treinador do Vitória SC avança para a final da Taça da Liga a carregar na ambição e a dar conta de um grupo muito competitivo, à boleia do precioso apoio dos adeptos

O último ato da edição 2026 da Taça da Liga está marcado para este sábado, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, com o Vitória Sport Clube a defrontar o Sporting Clube de Braga. Depois de terem eliminado o FC Porto e o Sporting, os Conquistadores regressam a Leiria com a firme intenção de vencer a final da competição e, na antevisão da partida, o técnico Luís Pinto foi direto ao assunto sem hesitações, certo de que o talento e a capacidade da equipa poderão manifestar-se de forma letal com a ajuda dos adeptos.
Trabalho: “Preparámos este jogo com a preocupação de recuperar bem, tanto do ponto de vista físico como a nível mental, depois da meia-final. Essa preparação implicou muito trabalho para a equipa de análise. Fizeram um trabalho rápido, conseguindo fazer um resumo daquilo que realmente importa, de modo a passarmos depois essas informações aos jogadores. Estudámos alguns aspetos que serão importantes para esse jogo, estando por outro lado muito focados naquilo que é o nosso plano. Fomos muito sucintos em tudo aquilo que passámos para a equipa”.

Nodye: “O que fizemos com Ndoye depois do jogo com o Sporting? Dei-lhe os parabéns. Felicitei-o da mesma forma que felicitei todos os seus companheiros, porque acreditaram. Não sou do tempo em que não havia substituições, mas sou do tempo em que só se permitiam três substituições. Passaram depois para cinco e isso mudou o jogo. Quem está no jogo não está lá porque está pior do que quem jogou de início. Estão lá porque são necessários e porque podem acrescentar, ajudando a ganhar jogos. Precisamos desse tipo de jogadores para determinados momentos, para podermos agitar uma partida. E o Ndoye entrou dentro dessa perspetiva, fazendo por merecer as felicitações que teve da nossa parte. Se fizer sentido que ele seja titular amanhã, assim será. Se fizer sentido ir outra vez para o banco para entrar durante o jogo, assim será.
As ilações retiradas do dérbi da Liga: “Era um Braga e um Vitória SC que estavam em momentos diferentes. Algumas coisas que vimos ainda pode existir numa e noutra equipa, mas esta é um momento diferente. Houve análise mais direcionada para o passado recente”.

Diogo Sousa e Gustavo Silva: “O Diogo está bem, não tem qualquer impedimento. O Gustavo está na fase final de recuperação, todas as horas contam. Estamos a aguardar para perceber se podemos tê-lo connosco. Ainda teremos uma reunião para ponderar o seu caso”.
Há mais para além da crença: “É algo que queremos conseguir ter como nossa identidade. Se algo de negativo acontecer durante o jogo, queremos ter capacidade para reagir, mantendo-nos ligados. Fomos capazes de fazer isso nos quartos-e-final e nas meias-finais. É uma caraterística que queremos ter como equipa. Não queremos ter apenas crença. Não foi apenas a crença que nos levou à final, foi preciso muito mais, foi preciso ter qualidade no jogo ofensivo e defensivo, nas relações que os jogadores foram tendo dentro do campo, na forma como se associaram e colocaram o nosso adversário em desconforto. Aliado a isso houve um grande espírito de sacrifício, muita intensidade, muita intencionalidade. Estávamos a correr, mas a saber o que estávamos a fazer. Foi insinuado que o Vitória só mostrou mais vontade que o Sporting, mas mostrou mais vontade e muitas outras coisas. Vamos ter de correr muito, com bola e sem bola”.
Braga favorito pela experiência? “É um jogo. O favoritismo fica nos 50 por cento para cada lado”.

O apoio dos adeptos: “Sabemos que é um jogo especial. Não queremos, de todo, retirar o quão especial este jogo tem. Não nos queremos colocar de parte, queremos jogar com a emoção do jogo. Vamos fazer parte do dérbi mais marcante, porque vai decidir um título. Vai ser um dérbi diferente de todos os que já foram vividos, queremos utilizar a emoção para jogar o dérbi, mas também temos de jogar com a razão. Sei o quão importante podem ser os nossos adeptos, que estiveram num nível fantástico contra o Sporting. Ouvi-os sempre a apoiar-nos. Podem ajudar-nos a conseguir o que pretendemos. Já deixámos um pouco de história escrita, a história que queremos escrever tem de ser consagrada amanhã”.
Preferência: “A minha preferência era que o Vitória SC estivesse na final, independentemente do adversário. Sabemos que o dérbi tem um significado diferente. Pode ser um dia inesquecível para Guimarães. Ganhar uma competição num dérbi será inesquecível”.

Desejo: “Estou à espera de começar a ganhar nas bancadas. Os nossos adeptos vão estar presentes e a dar-nos o apoio que desejamos”.
Segundo troféu para ganhar em menos de um ano, em Leiria: “Se isso pode ser poético ou não, não sei. O que eu quero é que o Vitória consiga o terceiro título da história. O resto é acessório”.

