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Última cambalhota para a felicidade suprema

O Vitória Sport Clube bateu o Braga por 2-1 e venceu a edição de 2026 da Taça da Liga. Samu e Ndoye faturaram numa noite épica, marcada por mais uma reviravolta no marcador

O campeão de inverno de 2026 mora em Guimarães. Embalado pelas sonantes eliminações de FC Porto e Sporting da Taça da Liga, o Vitória Sport Clube voltou a conjugar o talento com grande espírito competitivo na final da competição e venceu o Braga por 2-1, com Samu e Ndoye a materializarem uma nova reviravolta no marcador. Havia acontecido primeiro nos quartos-de-final, diante do FC Porto (1-3), em pleno Estádio do Dragão; repetiu-se no frente a frente com o Sporting (1-2), nas meias-finais; e voltou a manifestar-se de forma espetacular no grande dérbi minhoto, disputado pela primeira vez em terreno neutro: num Estádio Dr. Maglhães Pessoa, em Leiria, cujas bancadas somavam claramente mais associados e adeptos afetos Vitória SC.

Apesar dessa vantagem, o Braga superiorizou-se na primeira fase da partida e chegaria primeiro à vantagem aos 17 minutos. Na cobrança de um livre, Dorgeles atirou forte e colocado, mas o Braga não entrou em derrapagem, suportando bem a pressão do adversário que tudo fez para chegar ao segundo golo antes do intervalo. Enquanto faltou clarividência e fluidez no jogo ofensivo, sobrou vontade e o Vitória SC até chegou a ameaçar o golo em três ocasiões, por intermédio de João Mendes e Miguel Nóbrega. Na segunda metade, o Braga aumentou a pressão nos minutos iniciais, mas os Conquistadores acabariam por acertar nas marcações e pressionar mais alto, passando a aparecer mais vezes com perigo junto da baliza à guarda de Hornicek. As entradas de Samu e Oumar Camara refletiram-se igualmente de forma positiva no futebol ofensivo da equipa vimaranense e, aos 59 minutos, o árbitro (por indicação do VAR) apontou para a marca da grande penalidade, a castigar uma intervenção com o braço de Vítor Carvalho. Na conversão, Samu restabeleceria a igualdade.

O golo mexeu com a confiança dos bracarenses e o Vitória SC continuou a crescer na partida, operando a cambalhota no marcador aos 83 minutos, por intermédio de Ndoye, mais uma vez decisivo na área ao concluir de cabeça um canto de Samu. Antes disso, Nélson Oliveira chegou enviar uma bola ao poste, ao passo que Hornicek evitou um golo cantado, a remate de… Ndoye. Se por um lado a entrada em campo do ponta de lança foi verdadeiramente providencial; por outro, o guarda-redes Charles fez questão de dizer presente, ao mais alto nível, sempre que o Braga aparecia na zona de tiro com perigo. Depois de Lagerbielke e Gabri terem acertado nos ferros, o Braga ainda vislumbraria uma oportunidade soberana para igualar o marcador aos 90+5´, ao beneficiar da marcação de um penálti muito discutível, mas os reflexos felinos e a elasticidade de Charles evitaram o pior. O guardião opôs-se bem ao remate de Fran Navarro e o triunfo já não escapou ao Vitória SC, apesar do exagero no tempo extra estimado (nove minutos). Da relva às bancadas do estádio, pintadas de preto e branco, a festa foi total.

A ficha de jogo AQUI