fbpx
preloader

Luís Pinto: “Queremos virar a página com fome de ganhar”

De volta ao campeonato, o Vitória Sport Clube encara a visita do FC Porto com a máxima ambição. O técnico dos Conquistadores não se dá por satisfeito

A saga do Vitória Sport Clube nesta temporada não se esgotou na conquista da Taça da Liga. Vem aí o FC Porto, para o campeonato, e o técnico Luís Pinto foi direto ao assunto na antevisão da partida marcada para este domingo, assumindo sem rodeios a intenção de levar a melhor sobre um adversário pesado. Há uma segunda volta inteira para subir na classificação e, segundo o treinador, a equipa já está ligada à corrente, direcionando todas as forças e atenção para o jogo com os portistas.    

Assentar a poeira depois da festa: “Acabou por ser fácil porque tivemos algum tempo para preparar o jogo, algo que não tínhamos há algum tempo. Deu para festejar o que tinha de ser festejado, depois de uma conquista histórica. Isto tem muito a ver com aquilo que queremos ser enquanto pessoas e profissionais, que é ter a capacidade de ter um êxito e depois de nos focarmos no futuro. O nosso futuro passa pelo campeonato, onde queremos ser competentes no próximo jogo. É um jogo que vai exigir muito de nós. Se queremos ser vencedores, temos de ter a capacidade de conquistar logo a seguir, encarando essa partida seguinte novamente com muito foco. Os sinais que temos é que seremos capazes de o fazer. NNo dia de jogo vamos comprovar se nos focamos mesmo no presente”.

Novos desafios: “Os desafios serão altíssimos pela qualidade que o FC Porto apresenta. Vamos ter de ter uma atitude competitiva e concentração acima da média. Queremos ser consistentes, mostrando que somos capazes de ter uma forma de estar responsável, mas muito corajosa. Fomos capazes de o fazer nas últimas semanas, queremos ter capacidade de o fazer novamente numa competição diferente contra um adversário de grande valia. A consistência da nossa equipa é um dos maiores desafios que vamos ter”.

O FC Porto: “Para conseguirmos vencer o FC Porto em nossa casa temos de nos superar e ter uma capacidade de trabalho muito, muito alta. O FC Porto tem no seu ADN essa capacidade de trabalho, coloca o jogo numa vertente intensa em termos físicos. É uma equipa que tem qualidade. Parece que se entende facilmente a sua matriz de jogo, mas têm acrescentado muita qualidade ao seu processo. Teremos de nos apresentar ao nível em que eles se apresentam do ponto de vista físico, mas também com um nível concentração altíssimo porque o FC Porto tem sido a equipa mais consistente da época. Só num nível muito alto é que poderemos conseguir vencer o FC Porto”.

O que é possível transpor da vitória sobre o FC Porto, na Taça da Liga: “A crença e a forma de encarar o jogo. Acreditarmos que podemos vencer. Nessa vertente, temos de ter a mesma crença e entrar com o foco de querer vencer. Depois, dentro das questões mais estratégicas, há algo que podemos retirar. Analisámos esse jogo para ver o que aconteceu e há questões que podemos utilizar. Mas teremos de fazer coisas diferentes, não há uma receita que vá dar sempre o resultado da mesma forma. Aquilo que preparámos tem de estar bem presente ao longo do jogo. Temos de nos dedicar muito, algo que conseguimos quase na totalidade no jogo que disputámos no Dragão. Agora temos pela frente um momento diferente. Passaram muitos meses e cada jogo tem a sua história. Não podemos estar agarrados ao que foi esse primeiro jogo”.

A conquista da Taça da Liga foi ponto de viragem? “Acredito que pode ter servido para aumentar essa noção de capacidade, essa tal confiança que os jogadores devem ter no seu valor. Há qualidade que começa a estar aos olhos de mais gente. Mas há uma coisa que não muda: temos a mesma a juventude no plantel. Temos de ter a fome de vencer, de continuar a crescer, de continuar a trabalhar para sermos melhores. O nosso grande desafio é conseguirmos virar a página com a ambição de continuar a fazer coisas boas, das quais nos possamos orgulhar. O plantel vai estar à altura de dar respostas. A confiança ficou mais alta, mas temos de ter confiança e humildade nas doses certas para podermos ser competentes. Como disse um dia o Arsène Wenger, a confiança sobe de escadas e desce de elevador, pelo que o nosso crescimento tem se der sustentado no trabalho diário”.

As atuações de Charles na Taça da Liga provocaram dor de cabeça?: “Ficámos satisfeitos quando as exibições de qualquer um dos jogadores são boas. É natural que tenham impacto nas nossas ideias. A decisão está tomada e depois irão ver qual é”.

O impacto das baixas de Nélson Oliveira e João Mendes: “Lamentar quem não está não é a nossa forma de estar, não queremos ter esse tipo de postura. É algo natural, que dá a possibilidade a outros jogadores de entrarem. Creio mesmo que temos um grupo capaz de dar resposta à ausência de dois jogadores que têm sido utilizados sempre”.

Opara: “Ainda precisa do tempo dele para se adaptar. Chegou com o objetivo de ajudar. Felizmente temos jogadores para a posição que estão mais adaptados à ideia e ao clube. O objetivo é dar-lhe tempo de crescimento e adaptação ao clube”.

Os adeptos e a equipa B: “Aproveito esta oportunidade para fazer um apelo aos nossos adeptos para que compareçam na Academia antes de se deslocarem ao Estádio D. Afonso Henriques para o jogo com o FC Porto. A equipa B também precisa do apoio deles, estando o jogo com o Fafe marcado para as 15h00. É uma partida que tem grande importância para o clube”.