Tendo bem presente o que correu mal na segunda parte do jogo com o Estoril, o técnico aposta num Vitória Sport Clube reativo e dominador, do princípio ao fim, na receção ao Moreirense

Um Vitória Sport Clube redentor, diante do Moreirense, soará a pouco a Luís Pinto. O técnico quer muito mais e, na antevisão da partida, deixou bem claro que a equipa deve apresentar-se muito ligada, remetendo para o melhor possível que já apresentou nesta temporada e batendo-se unicamente pelos três pontos. A derrota sofrida no Estoril, na jornada anterior, não caiu no esquecimento e, por isso, adivinha-se uma forte reação no regresso ao Estádio D. Afonso Henriques.
Duas notas: “Antes de mais, a propósito das tempestades que atingiram o país, deixo aqui uma mensagem de carinho e conforto para as pessoas da zona do centro e do sul. É importante sermos solidários neste momento. Deixo ainda uma outra nota para a equipa B. Em diversos momentos, já falei sobre a sua importância no clube, mas faço questão de felicitá-los pela qualificação para a fase final. Estão a fazer um trabalho muito meritório no desenvolvimento dos nossos jogadores, permitindo-lhes que se aproximem cada vez mais da equipa principal”.

O jogo com o Moreirense: “Temos de nos apresentar muito concentrados, mantendo essa postura até ao fim. Devemos jogar sempre com o intuito de vencer, do princípio até ao fim, independentemente da marcha no marcador. No último jogo, frente ao Estoril, fomos capazes de dominar, mas depois as coisas equilibraram-se. Marcámos um golo, sofremos depois, mas também conseguimos responder com outro… E os nossos primeiros dez minutos da segunda parte até foram bastante interessantes. Tivemos o domínio do jogo, com duas oportunidades para fazer golo, mas depois desligámos. Há que manter a concentração, disputando o jogo todo, independentemente do resultado, querendo sempre fazer mais e melhor. Queremos continuar a construir a nossa identidade, sem estarmos dependentes de fatores externos. É tudo isso que devemos levar para dentro de campo”.
Detalhes essenciais: “Queremos ser proativos sempre, jogando de forma corajosa. Independentemente do resultado e daquilo que estiver a passar em campo, a equipa deve procurar sempre mais para nós. E isso não diz respeito apenas à obtenção de golos, tem a ver com pequenos jogos que temos de superar ao longo de uma partida. Refiro-me aos duelos, aos passes bem feitos, às receções de bola, à comunicação… Devemos estar sempre ligados e muito proativos. São questões pequeninas em que não podemos descurar”.

O dérbi concelhio e a disputa com o Moreirense na classificação: “É sempre um gosto jogar no nosso estádio, perante os nossos adeptos. Apesar dos dilúvios dos últimos dias, acredito que vão aparecer em grande número para nos apoiar. Eles poderão ajudar-nos a tornar o jogo menos complicado. Os jogos são sempre difíceis, mas um dérbi é um dérbi. Eles ajudam-nos a estarmos mais capazes. Quanto à classificação, temos as nossas intenções. Sabemos que temos de somar pontos, especialmente em confrontos diretos. Vamos disputar este jogo de uma forma muito proativa, sendo capazes de fazer aquilo que já demonstrámos nesta época e de ir de encontro com aquilo que as pessoas gostam de ver. Representamos os nossos adeptos e sabemos que temos de dar uma resposta em relação à segunda parte do jogo com Estoril”.
Impressões sobre o adversário: “É uma equipa que tem sido capaz de ter excelentes resultados. Houve ali uma fase da época em que não teve tantos bons resultados, mas manteve-se sempre muito competente e muito competitiva. Tem tido bons resultados e essa solidez defensiva. É uma equipa com um processo muito bem vincado: o Vasco trabalha muito bem. Temos admiração mútua e aquilo que ele consegue fazer com as equipas dele é muito, muito, muito interessante. Esperamos uma equipa muito competente, com uma solidez defensiva muito grande, agarrada muito àquilo que são os princípios que eles procuram ter. Acho que será um desafio extremamente interessante de se jogar e de se assistir também, porque acredito que vai ser rico”.

Os regressos do Beni, Nélson Oliveira e Telmo Arcanjo: “Temos mais soluções, o que por si só acaba por ser melhor porque nós queremos é ter todos os jogadores disponíveis. Claro que é sempre melhor ter mais soluções do que ter menos. Na minha cabeça existe sempre essa possibilidade de mudanças. Penso sempre o que poderá ser bom para a equipa no jogo seguinte. O Beni vai jogar a titular, vai existir pelo menos uma alteração”.
A saída de Vando Félix: “O Vando teve um início muito promissor. Infelizmente para todos as coisas acabaram por não correr como pretendido. Tem um talento muito interessante, merece ser feliz. Sentimos que o melhor era ele prosseguir a carreira noutro clube e tentar fazer com que esta época ainda valha a pena”.

