Alertado para um Braga mais consistente, o técnico promete apresentar um Vitória SC muito competitivo no dérbi minhoto, de olhos postos nos três pontos

Cada dérbi tem uma história diferente e o técnico Luís Pinto aposta num final feliz para o Vitória Sport Clube. De visita à Pedreira de Braga, os Conquistadores terão pela frente um adversário poderoso na noite deste sábado, mas o treinador tem a certeza de que a equipa será capaz de se superiorizar, somando os três pontos desejados para dar sequência à recuperação no principal campeonato português. O caminho para o êxito, segundo transmitiu na conferência de imprensa de antevisão, dependerá da conjugação do plano de jogo traçado, da frieza dos seus atletas e da utilização de um combustível especial, composto por emoção e paixão sem limites.
Braga ferido pela última derrota na Liga e pela derrota na final da Taça da Liga? “Esperamos um jogo com tudo aquilo que um dérbi deve ter: com emoção, paixão e as duas equipas a quererem ganhar. Vai ter uma história própria. Não acredito que venha algo de trás. Temos de nos focar somente em cada dérbi. Toda a gente vai estar muito focado naquilo que deve fazer, de modo a sairmos deste dérbi com uma vitória. E queremos que isso aconteça para o nosso lado. Sabemos que é um jogo com contornos especiais e que representa muito para muita gente, pelo que teremos de disputá-lo com muita responsabilidade”.

Carlos Vicens pouco convencido com a derrota na Taça da Liga: “Cada dérbi é vivido de uma forma diferente, com aquilo que se passa exclusivamente num dia. É assim que encaramos esse tipo de jogos. E só nos interessa um resultado: ganhar. Sabemos que teremos de passar por diversos momentos ao longo desse jogo, mas a nossa forma de olhar para ele será sempre a mesma. Se o treinador do Braga está convencido ou não, isso não me diz respeito. Como treinador do Vitória SC também já achei que não devíamos ter perdido alguns jogos. Normalmente, em futebol, ganha a equipa que merece. Em Leiria ganhámos e ficámos com o título. Foi o primeiro título respeitante a uma final a envolver Vitória SC e Braga. É isso que nos interessa, mas já é palmarés e museu para nós. É passado. O que nós queremos agora é estar ao melhor nível em Braga para podermos trazer os três pontos”.
Adversário diferente do que se viu na Taça da Liga? “Creio que o Braga está uma equipa mais pragmática, mantendo o seu jogo elaborado no processo ofensivo, com bastante qualidade individual. Conseguiu ganhar alguma consistência em diferentes momentos de um jogo. Por se tratar de um dérbi, julgo que alguns desses fatores poderão ser um bocadinho diluídos pela emoção do jogo. E nós queremos utilizar isso a nosso favor. Sabemos que em determinadas fases do jogo teremos de ter bola mais vezes no nosso meio-campo defensivo e que também poderemos pressionar alto. Teremos de saber jogar ainda sem bola em zonas próximas da nossa baliza, aceitando que o domínio do jogo tanto pode pender para um lado como para o outro. Cabe-nos aproveitar bem aqueles momentos em que tivermos o domínio do jogo. Haverá, de resto, muita qualidade de parte a parte”.

Atitude: “Quem apresentar melhores níveis de concentração, de agressividade e de competitividade, quem atingir o seu auge, acabará por vencer o jogo. A esse nível, acredito que seremos capazes de dar uma resposta muito boa. Sentimos que a equipa está nesse ponto e isso terá uma importância capital para o resultado”.
Os trunfos que saem do banco: “Acredito que esse fator também poderá ser decisivo, tal como acredito no onze que entrará de início. Será um onze extremamente capaz. Temos de ir em busca daquilo que pretendemos desde o começo, tendo opções para lançar nos momentos certos. Só assim podemos aumentar as probabilidades de sucesso”.
Óscar Rivas e Gonçalo Nogueira: “A utilização do Óscar já está descartada. O Gonçalo também deverá ser descartado, ainda está num processo de recuperação. Vai fazer um exame, mas em princípio também está fora”.

Equipa confortável em jogo de emoções fortes? “Não direi que a equipa se sente mais confortável nesse tipo de jogos. Digo antes que nós temos de perceber todas as dimensões de um jogo, trabalhando para que elas joguem a nosso favor. É isso que tentamos fazer num dérbi em que a paixão e a emoção também devem entrar em campo. Devemos utilizar em campo aquilo que a nossa cidade sente; isso ajuda-nos a galvanizar. Em determinados momentos devemos ter cabeça fria, devemos ser racionais, mas temos de saber tirar partido da emoção. O futebol tem de ser vivido também com emoção e paixão. Temos de saber utilizar a energia que recebemos de fora, fazendo tudo em campo para galvanizar também quem está da parte de fora. Queremos sair bem de cada jogo, independentemente do adversário. Queremos que a nossa forma de ser seja cada vez mais vincada, tendo um ADN muito próprio. Gostaria que no fim da época as pessoas sentissem que se reviam na nossa forma de estar”.

