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Gil Lameiras: “Queremos impor o nosso jogo”

Dando conta de uma receção “exemplar” da parte dos jogadores, o novo treinador da equipa principal do Vitória SC aposta numa grande exibição frente ao Famalicão

A simples promoção à equipa principal não satisfaz o técnico Gil Lameiras. O treinador quer mais e, por estar perfeitamente identificado com os valores e a exigência elevada do Vitória Sport Clube, aposta num grande jogo na receção ao Famalicão, certo de que os seus jogadores têm capacidade e vontade para levarem a melhor sobre o adversário. Agradado com a resposta do grupo nos últimos dias, Lameiras quer um Vitória SC absoluto no regresso ao Estádio D. Afonso Henriques.    

Reação do grupo à entrada do novo treinador: “Sinto-me bem, sinto-me normal. Tenho uma missão, um trabalho para cumprir e os jogadores receberam-nos de forma exemplar. Fomos muito bem recebidos. Perceberam que estamos aqui para ajudar. Essa receção positiva tocou-nos e, por isso, estamos-lhes gratos”.

Mensagens transmitidas: “Houve pouco tempo para trabalhar. A equipa viajou para o continente na segunda-feira e, por isso, a terça-feira foi preenchida com recuperação dos jogadores. Houve poucos dias para passarmos informação, de modo a que a equipa passe a ter o meu dedo. Cada jogador tem o seu dedo e o seu cunho e, naturalmente, a equipa acabará por ter aquilo que eu aprecio”.

O que falta à equipa: “Não me cabe a mim fazer publicamente uma retrospetiva sobre a performance da equipa, sobre o que falhou. Cada treinador tem a sua ideia e, aos poucos, eu vou tratar de passá-la. Acima de tudo, tem de haver consistência. Este grupo já demonstrou que é capaz de fazer coisas muito boas e, por isso, há que fazer isso mais vezes em cada jogo”.

Atitude ao comando da equipa principal: “Já conheço o clube e a sua exigência. Temos de dar o melhor no dia-a-dia , isso deve ser permanente. Será dessa forma que me vou situar no comando da equipa principal; tenho sido assim desde que cá estou. Tento sempre dar o meu melhor todos os dias”.

Objetivos: “Não me falaram nessa questão [qualificação europeia]. Disseram-me para deixar fluir o meu trabalho e para passar as minhas ideias ao grupo. Não me colocaram qualquer tipo de pressão. Simplesmente vou fazer o meu trabalho, juntamente com a minha equipa técnica e com os jogadores disponíveis”.

O aliciante de ser treinador da equipa principal: “Apesar de nunca ter sonhado com este momento, porque vivo muito o dia-a-dia e o jogo a jogo, desde o meu primeiro dia no clube depressa percebi que quase todos ambicionam alcançar a equipa A, especialmente os jogadores. Sempre convivi com essa ambição na formação. Todos alimentavam o sonho de jogar pela equipa A. Para mim, quando comecei, parecia ser uma miragem, algo que nunca seria atingido. E eu nunca tive esse objetivo porque nunca penso mais à frente do que no próximo jogo. Sei que é um objetivo de muita gente e, naturalmente, assumir o comando da equipa principal é aliciante, tendo a conta a dimensão do jogo, a dimensão do seu estádio e os seus fantásticos adeptos”.

Jogadores da equipa B terão o caminho mais facilitado? “Não passarão a ter o caminho mais aberto por minha causa, têm antes de continuar a trilhar o seu caminho porque não pode ser fácil chegar à equipa A. Devem manter-se no seu processo: é um caminho difícil para uma exigência muito grande. Sendo conhecedor da formação do Vitória SC e a sua equipa B, que é o patamar mais próximo da principal, reconheço que há jogadores mais próximos deste patamar. Estamos atentos, mas não vão ter o caminho mais aberto. Ao longo da minha vida, ninguém me deu nada… Eles têm de continuar a trilhar o seu caminho até merecerem uma oportunidade”.

O jogo com o Famalicão: “É um adversário com ideias muito próprias, tal como o Vitória SC. Vamos jogar em nossa casa, perante os nossos adeptos, e queremos impor o nosso jogo. Vai ser uma boa partida. Mais do que olhar para o Famalicão, temos de olhar para nós, sabendo bem o que devemos fazer e o que não podemos fazer. Os jogadores tiveram um comportamento impecável na nossa receção e também absorveram muito bem as nossas ideias”.

Santo da casa, para o bem e para o mal? “Não. O meu trabalho e o da minha equipa técnica falam por si. Não acredito que olhem para nós dessa forma. Se hoje estou aqui é porque entenderam que as coisas não correram como seria suposto. O meu trabalho no Vitória SC tem sido desenvolvido com muita atenção e depois as coisas foram acontecendo: há um ano e meio, fui convidado para a equipa B e não estava à espera; há três anos estava nos sub-17; há quatro estava nos sub-15. As coisas não aconteceram por ser o santo da casa, antes como consequência do trabalho que temos vindo a desenvolver. Não estava à espera, mas tudo isto surge de uma forma natural”.