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Gil Lameiras: “Temos de ser competitivos do primeiro ao último segundo”

Alertado para o poderio do Benfica, o treinador aposta num Vitória SC afinado em termos defensivos e a aproveitar todos os momentos propícios na visita aos encarnados  

A permeabilidade do Vitória Sport Clube é um problema que Gil Lameiras pretende erradicar de vez. O jogo com o Famalicão denotou essa fragilidade e o treinador encarou-a de frente na preparação da visita ao Benfica, marcada para este sábado, embora certo de que não faltam bons atributos à equipa para os Conquistadores se revelarem fortes num dos palcos mais adversos do principal campeonato português.    

Jogo com o Benfica: “Tivemos mais tempo para preparar o próximo jogo. Além de olharmos para o adversário, olhámos muito para nós, sabendo que teríamos mais dias para nos prepararmos. Trabalhámos com muita responsabilidade, sabendo que há coisas internas em que temos de melhorar, seja individualmente ou em termos coletivos”.

O que é mais sensível nesta altura? “Temos de tratar urgentemente da componente exibicional da equipa. Sinto que temos qualidade para fazer mais e é possível concretizar isso. Olhando para os jogadores, é possível fazer mais do ponto ofensivo e, acima de tudo, em termos defensivos. Em termos defensivos é possível fazer muito mais”.

Jogar fora de casa poderá ser libertador? Temos sempre grande apoio dos nossos adeptos fora de casa. Isso é intrínseco ao clube, desde sempre, pelo que não digo que será libertador fora de casa. Não trocaria este próximo jogo fora de casa por outro em nossa casa. Se fosse em nossa casa, teríamos mais gente a apoiar a equipa. Não há aqui qualquer interesse em fugir dos nossos adeptos. Por outro lado, distanciarmo-nos da cidade nunca será um problema. Em casa sentimos muito mais o calor dos adeptos; fora de casa, também vamos sentir”.

As melhorias necessárias no plano defensivo: “Essa melhoria dependerá muito do entendimento do jogo. Nem sempre tomamos os melhores comportamentos individuais. A nossa evolução terá de passar muito por aí, pelo envolvimento dos jogadores e por saber para onde devemos levar a bola. Tanto a pressionar alto como em zonas mais recuadas, a equipa tem vindo a melhorar, mas não faz sentido, com a qualidade e com a capacidade que temos para fazer golo, verificarem-se desequilíbrios defensivos. São comportamentos defensivos individuais que deitam tudo a perder”.

Ambiente do Estádio da Luz ajudará em termos emocionais? “Acima de tudo, temos de desfrutar do facto de representarmos um clube grande como o Vitória SC. Isso é um privilégio. Já a componente emocional vai melhorar se melhorarmos em campo, especialmente em termos defensivos. Frente ao Famalicão, não entrámos bem no jogo, mas depois conseguimos chegar ao golo… e quanto se antevia um pouco o crescimento da equipa, voltámos a sofrer outro golo por causa de uma questão individual. E isso mexe sempre com o lado emocional. Uma equipa que quer disputar lugares cimeiros não pode ter a quantidade de golos sofridos que tem. Alcançando estabilidade no momento defensivo, a equipa passará a ter maior equilíbrio em termos emocionais”.

Competitividade: “As minhas equipas têm de ser sempre competitivas, mas o último jogo foi disputado numa semana atípica que retirou alguma energia. Houve uma viagem na segunda-feira, depois de uma derrota nos Açores, uma mudança no comando técnico… A equipa tentou ser competitiva, mas o desgaste emocional que a acompanhava tirou-lhe alguma capacidade. Temos de ter energia para sermos competitivos. Quem joga neste clube tem de ser competitivo do primeiro ao último segundo, seja qual for a equipa. E nem sempre pressionámos da melhor maneira no último jogo. Os jogadores correram muito, mas nem sempre correram bem e isso roubou-lhes energia para o último fôlego da partida”.

A promoção à primeira equipa e o momento do Benfica: “A minha passagem para a equipa A foi algo que surgiu de forma inesperada. O comboio passou e eu apanhei-o. Sobre o nosso próximo adversário, não queria falar muito; o tema principal é o Vitória SC. Temos de os focar na nossa equipa. Quando se fala do Benfica, falamos sempre de uma grande equipa, cheia de bons valores individuais e que podem resolver um jogo a qualquer momento”.