fbpx
preloader

Mais de uma década a respirar Vitória

José Madureira, de apenas 15 anos, é um dos jogadores mais utilizados nos Sub-17

Oriundo de uma família vitoriana, o amor pelo Vitória chegou de forma natural. Ainda antes de dar início à aprendizagem escolar, priorizou a paixão pelo clube e pela bola. Aos quatro anos, Madu deu entrada no Clube e…não mais saiu. São mais de dez anos de rei ao peito e um sentimento que cresce a cada dia. O amor e a responsabilidade. Natural de Fermentões, adepto vitoriano com lugar na Bancada Neno, tal como os seus pais, José Madureira procura transmitir a mística vitoriana aos colegas. Fá-lo de forma espontânea e, apesar da tenra idade, parece levar a bom porto os seus propósitos. “Eu sou dos mais novos da equipa mas tentei sempre, em todos os escalões, passar aos meus colegas aquilo que são os nossos valores, a nossa raça. Para mim é uma missão fácil porque sou vitoriano, vou aos jogos todos em casa com os meus pais, que são igualmente adeptos ferrenhos, por isso é só transmitir aos outros jogadores aquilo que sinto genuinamente. Eu sempre disse aos meus pais que só sairia do Vitória se o Vitória me mandasse embora”, começou por dizer.

A idade e os números impressionantes

Os mais atentos ao percurso do escalão de Sub-17 já terão reparado que há nomes que se repetem, e repetem, no onze inicial. José Madureira é um deles. E até aqui nada de atípico, não fosse o médio pertencente ainda ao escalão de Sub-16. Pois é, Madu, como é carinhosamente tratado, está a jogar um escalão acima e ocupa um lugar no pódio do que ao número de jogos e minutos diz respeito. O médio é, a par com Lourenço Fernandes, um dos atletas mais utilizados por João Tiago Ribeiro. Questionámos o próprio sobre estes números e pedimos ainda uma auto-definição. A resposta segue na primeira pessoa: “Primeiro, tenho de dizer que fico muito orgulhoso por ser um dos jogadores mais utilizados. Um orgulho que é partilhado com os meus pais e o meu irmão que, como já disse, sentem muito o Vitória. Depois, sobre mim será sempre difícil falar mas defino-me como um jogador muito inteligente, aliás, na minha posição sou obrigado a tomar decisões rápidas e a perceber bem o jogo porque somos uma espécie de coração da equipa. Penso que sou assim porque consumo muito futebol. A partir do momento em que comecei a ver mais jogos e a estar atento aos jogadores da minha posição, comecei a jogar melhor”, disse o fã de Pedri e Tomas Handel.

Os ídolos surgem em momentos e por razões diferentes. Se a admiração por Pedri vem daquilo que o jogador faz dentro de campo já Handel é visto para além disso. “Eu considero o Handel um jogador referência para todos os atletas da formação. No meu caso, que cheguei aqui com apenas quatro anos, seria um orgulho imenso seguir-lhe os passos e chegar à equipa principal como ele chegou. Além disso, ele tinha sempre uma postura irrepreensível, era aquilo a que habitualmente chamamos “um senhor”. E é também por isso que o vejo como ídolo porque, sem ele saber, motiva-me a ter um comportamento exemplar dentro e fora das quatro linhas”, comentou.

“A evolução da equipa ao longo da época tem sido espetacular”

A disputar a Fase de Apuramento de Campeão, a equipa de Sub-17 tem ocupado lugar no pódio. Ao longo da temporada, o grupo tem reforçado o espírito de equipa que, segundo Madu, contribuiu para as melhorias dentro de campo. “No início do ano não praticávamos o futebol que gostaríamos mas esta é a melhor fase da época, aliás, só três equipas é que nos conseguiram ganhar e isso demonstra o trabalho que tem sido feito. O ambiente também melhorou muito, temos feito atividades de grupo e isso tem fortalecido a nossa união e tem-se refletido nos resultados. A evolução da equipa tem sido espetacular e acho que se nota que estamos a crescer jogo após jogo. Estamos a praticar um futebol mais bonito e queremos fazer a melhor classificação possível neste campeonato que está muito equilibrado”, disse, reforçando a principal mensagem: “O mister já transmitiu a mensagem de que devemos praticar um futebol bonito. Queremos mostrar às pessoas que o futebol do Vitória é um futebol apoiado, com beleza, pois é isso que procurámos realmente praticar”.

“Olhos nos olhos com todas as equipas”

Depois de duas derrotas nas primeiras jornadas na Fase de Apuramento de Campeão (FC Porto e SL Benfica), o Vitória encontra-se há sete jogos sem perder. Terminada a primeira volta, os Conquistadores voltam a medir forças com o líder FC Porto. Depois da receção ao Sporting, o duelo volta a ser jogado em casa, nas Pistas Gémeos Castro e Madu perspetiva “mais um bom jogo da nossa parte”. “Olhamos todas as equipas olhos nos olhos e não é por ser o líder que vamos ter qualquer receio. Temos trabalhado muito para sermos capazes de vencer qualquer adversário e é com este objetivo que vamos defrontar o FC Porto”, concluiu.