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Gil Lameiras: “Não podemos ser uma equipa grande só pelo nome”

Atento ao momento do Sporting, o treinador apresentará um Vitória SC ambicioso no Estádio José Alvalade, de olhos postos nos três pontos

Em curva ascendente, o Vitória Sport Clube quer continuar a somar nesta ponta final do campeonato e Gil Lameiras falou mesmo em ganhar na antevisão da visita desta segunda-feira ao Sporting. O plano está traçado e não fugirá muito daquele que os Conquistadores apresentaram nos últimos jogos, envolvendo, naturalmente, melhorias e as devidas correções. Por aí, o treinador não deixou margem para dúvidas.   

Quatro jogos seguidos a pontuar e Alvalade: “Jogamos sempre de igual para igual, seja qual for o adversário. As circunstâncias dos jogos alteram, por vezes, o nosso plano, mas o ponto de partida é sempre o mesmo nesta casa: disputar cada desafio para vencer. É dessa forma que vamos entrar em Alvalade. Estamos em crescendo e, naturalmente, isso dá-nos confiança para disputar os três pontos”.

Falta pontuar frente a um dos três primeiros classificados da Liga: “É um bom desafio, sem dúvida. É verdade que o clube nunca pontuou diante dessas equipas, mas vamos olhar muito para nós, para aquilo que temos de fazer. É dessa forma que temos estado nos jogos, retirando frutos. Temos de olhar sempre para nós antes de olharmos para o adversário. Vamos encontrar uma equipa difícil, tal como as outras, e toda a gente quer pontos nesta ponta final do campeonato. Há esse desafio, mas internamente é só o próximo jogo para ganhar, dando boas respostas a nós próprios”.

Que Sporting e que tipo de jogo: “Não sabemos bem que tipo de jogo nos espera ou como o adversário vai estar. Sabemos é que queremos muito assumir o jogo. Só assim estaremos mais próximos de ganhar. Teremos de lidar com determinados constrangimentos, como as transições e a procura de espaços e de novos caminhos… sabendo que do outro lado também estará uma grande equipa, dotada de excelentes individualidades e muito bem orientada. Espero é que seja um grande jogo, com duas grandes equipas que vão querer assumir o jogo, para ganhar”.

Adversário mais pressionado do que o Vitória SC? “Vão defrontar-se dois clubes que jogam sempre pressionados e com a ambição de ganhar. Jogando em casa e vindo de uma série que não tem sido a melhor, o Sporting estará mais pressionado, mas o Vitória SC também está. Queremos dar uma boa resposta e fazer uma grande exibição… e também queremos ganhar o jogo”.

Tony Strata ou Miguel Maga no onze? “São dúvidas boas. São excelentes dúvidas e foi precisamente com esse intuito que lançámos o Miguel Maga. Queríamos causar desconforto ao Tony. Isto é o que qualquer treinador gosta de ter, podendo assim proceder a alguma rotatividade nas posições. Senti que faltava alguma competitividade em determinadas posições, pelo que foi muito bom para o Tony que o Maga tivesse entrado bem na equipa. À parte disso, reforço a forma positiva que todos entraram no último jogo e nos anteriores. Há um espírito muito forte entre todos, incluindo os que não entram nos jogos ou não são convocados. Estão sempre com a equipa e isso importa muito. Depois, à semana, todos treinam no limite, causando-me assim dúvidas muito positivas. Amanhã tomarei decisões”.

A rotatividade nas opções: “Estamos na fase final do campeonato e o ideal é que exista alguma rotatividade de modo a evitarmos algum relaxamento ou acomodação. Estando perto do fim, é mais difícil aplicar essa lógica em todas as posições, mas a equipa tem andado muito em cima da nossa ideia de jogo”.

Motivação: “Tenho desafiado os jogadores ao transmitir-lhes muito a ideia de que poderíamos ter feito uma época bem melhor. A equipa conquistou a Taça da Liga com todo o mérito, mas olhando para a Taça de Portugal e para o campeonato percebemos que o trajeto da equipa poderia ter sido bem melhor. Tenho beliscado o orgulho dos jogadores de modo a que a equipa jogue sempre no limite. Não podemos ser uma equipa grande só pelo nome. Temos de demonstrar isso no dia-a-dia, com bons comportamentos. Temos de demonstrar isso até ao fim da época, independentemente do futuro. Ainda no último jogo, não ficámos totalmente satisfeitos com a vitória ou com parte daquilo que nos levou à vitória. Nem tudo se fez como gostaríamos e os jogadores devem sempre sentir que é possível fazer mais e melhor”.