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Gil Lameiras: “Temos mais uma página para escrever e a exigência é máxima”

Em contagem decrescente para o último jogo da época, o treinador do Vitória Sport Clube carrega na ambição e assume a responsabilidade de vencer o Nacional

A disponibilidade e a sede de ganhar são valores inegociáveis para Gil Lameiras. Insatisfeito com os últimos resultados, o treinador quer despedir-se da época 2025/26 da melhor forma possível e assumiu, sem rodeios, a intenção de bater o Nacional na partida agendada para o próximo sábado, no Estádio da Madeira. A inconstância exibicional marcou uma boa parte da época, mas Gil Lameiras acredita que a equipa será capaz de replicar o seu melhor.

Imagem para a última jornada: “Queremos acabar bem, queremos acabar da melhor forma, a ganhar, como o clube exige. Se possível, que seja com uma exibição boa, que é para isso que lutamos todos os dias. É dessa forma que queremos terminar uma época de grandes conquistas, mas que também teve momentos de alguma frustração”.

A situação aflitiva do Nacional e a exigência do jogo: “Todos os jogos são de exigência elevadíssima, estamos no final da época e toda a gente quer conquistar pontos. Este jogo não será diferente de todos os outros que apanhámos até agora. Vamos defrontar uma equipa que também quer conquistar pontos e que quer garantir a permanência. Vão estar em campo duas equipas que querem muito ganhar”.

Mensagem passada aos jogadores: “Acima de tudo, teve muito a ver com o clube que representamos, em que a exigência tem de ser sempre máxima. Aqui a responsabilidade tem de ser sempre máxima. Temos mais uma página para escrever e queremos muito dignificar o emblema que representamos e que usamos ao peito”.

Conclusões da derrota com o Casa Pia: “Refletiu um bocadinho aquilo que tem sido esta época, com a equipa a ser um pouco inconstante, de altos e de baixos. Nada fazia prever o resultado que tivemos no Sporting, até porque a expectativa estava a aumentar e a equipa estava a aumentar as suas exibições em termos qualitativos. Depois, neste jogo foi a mesma situação. A equipa, apesar de não ter estado mal, também não esteve a top. Por outro lado, houve algum azar no jogo pelo facto de termos sofrido o golo naquele minuto. Voltaram um bocadinho os fantasmas que se foram manifestando durante o ano, voltou a sentir-se a instabilidade que foi acontecendo durante o ano. Foi um pouco o reflexo daquilo que foi a época”.

Balanço de dois meses no comando: “Quando viemos para equipa A, sabíamos que as coisas não estavam como nós gostaríamos. Os jogadores esforçaram-se para que as suas exibições fossem crescendo, sentimos, na nossa opinião, o aproximar daquilo que eram as nossas ideias. Obviamente, um pouco longe, porque nós também somos ambiciosos e queremos sempre mais. No entanto, penso que poderíamos, em certos momentos, apresentar um futebol melhor. Defensivamente, todos estes altos e baixos que fomos tendo durante o ano têm de nos levar a refletir. É um reflexo daquilo que foi a época, houve momentos em que a expectativa já estava a crescer e depois a realidade nem sempre foi de acordo com a expectativa que nós criámos. Em termos individuais, penso que conseguimos valorizar alguns ativos do clube. Em termos coletivos, fomos uma equipa mais dominadora, que consentiu menos oportunidades ao adversário, mas longe daquilo que nós pretendemos para o futuro”.

Diogo Sousa e o Noah Saviolo disponíveis? “É algo que poderão ter a oportunidade de ver no jogo. Todas essas questões relacionadas com o mercado, ou possibilidades, estão entregues à Administração”.