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Reação forte foi insuficiente

Equipa vitoriana recuperou na segunda parte e reduziu desvantagem à margem mínima, mas não foi suficiente para conquistar pontos

O Vitória Sport Clube deslocou-se ao Estádio José Alvalade na noite desta sexta-feira, dia 14 de agosto, para defrontar o Sporting CP na segunda jornada da Liga Portugal e com intenção de somar os primeiros pontos no campeonato.

A entrada na partida não correu da melhor forma e a equipa da casa começou a impor a sua superioridade desde cedo, chegando ao golo por intermédio de Flávio Gonçalves à passagem do minuto nove. Quando o marcador apontava para o minuto 22, foi Ioannidis a chegar ao golo, fazendo o 2-0. Na reta final da primeira parte, Altimira voltou a pôr a bola no fundo das redes vitorianas. Nos minutos finais, já no período de compensação, Oumar Camara e Samu obrigaram Rui Silva a fazer duas boas defesas.

A superioridade mudou de lado ao intervalo e foram os Conquistadores que entraram com mais agressividade e intensidade na segunda parte. Ao minuto 66, o capitão Samu Silva atirou à baliza à entrada da área e reduziu a vantagem caseira. Não foi preciso esperar muito para o segundo: Alioune Ndoye, de cabeça, respondeu a um cruzamento perfeito de Tony Strata para fazer o 3-2 aos 69’. O encontro ganhou uma nova vida e Gustavo Silva podia ter feito o empate aos 77 minutos com um remate de fora da área, mas a ameaça não se concretizou.

Os Conquistadores de Tiago Margarido preparam-se agora para regressar ao Estádio D. Afonso Henriques, tendo encontro marcado com o CD Nacional na 3.ª jornada. A partida está agendada para as 15h30 do próximo domingo, dia 23 de agosto.

Tiago Margarido: “Vamos aprender com os erros”

Falecimento de Emílio Macedo da Silva: “Quero endereçar os sentidos pêsames à família do nosso antigo Presidente Emílio Macedo da Silva. É um momento triste para o nosso Clube. Foi um homem que fez muito pelo Vitória e queremos deixar esta mensagem à família”.

Análise ao jogo: “Houve uma mudança de atitude. A atitude que tivemos na primeira parte não se coaduna com os valores do Vitória. Não fomos agressivos, não fomos compactos, não fomos comprometidos e isso, obviamente, traduziu-se num ascendente muito grande do Sporting. Já sabíamos que o Sporting queria entrar forte, queria dar resposta em função do que tinha acontecido na Reboleira. Houve momentos do jogo em que desligamos e isso não pode acontecer. A segunda parte, com as alterações que fizemos, com a mudança de atitude, foi completamente diferente. Conseguimos estar por cima do jogo, criámos diversas dificuldades ao Sporting. Foi um jogo de duas partes distintas. A primeira claramente com o Sporting superior. E a segunda claramente com o Vitória superior”.

Atitude: “O problema foi resolvido com a questão da agressividade e da intensidade. Se nós pedimos aos médios para comerem espaço à frente e se queremos ser pressionantes, os médios vão ter de andar muito. Os médios que jogaram na segunda parte andaram muito. Na primeira parte isso não aconteceu, por isso é que foram expostas algumas fragilidades. Como disse, a grande diferença de uma parte para a outra foi a atitude”.

Evoluir: “Vamos aprender com os erros. Este grupo trabalha junto há pouco tempo, portanto, a nossa memória coletiva é muito reduzida. Não temos vivências em comum. Estamos a criá-las desde a jornada passada. A verdade é que esta primeira parte será acrescentada à nossa vivência em comum de algo que não podemos fazer. Vamos aproveitar para aprender com a primeira parte que fizemos e crescer. Obviamente também vamos analisar o que fizemos de bom na segunda parte, também fizemos muitas coisas boas. Sei que fizemos 12 remates à baliza do Sporting. Isso é algo que em Alvalade não é assim tão normal. Então também temos muitas coisas positivas a tirar”.

Qualidade de jogo: “Estamos a ir ao encontro das métricas que servem para balizar a nossa qualidade de jogo. Contudo, ainda não conseguimos pontuar. O que interessa é somar pontos, essa é a verdade. O que temos de tirar deste jogo é que não fomos competentes na primeira parte e fomos o que temos de ser na segunda”.

Mérito dos jogadores do Vitória: “Na minha opinião, o Sporting manteve a mesma toada, a mesma atitude. Acho que temos é de dar mérito ao que fizeram os jogadores do Vitória. Foram eles que mudaram a atitude na segunda parte e não os jogadores do Sporting”.

Estratégia: “A nossa proposta de jogo para a primeira parte contemplava a atração do Sporting à nossa primeira fase de construção. A verdade é que, ao fazê-lo, tínhamos a equipa muito aberta e isso criava-nos alguns problemas quando perdíamos a bola. A mudança para a segunda parte foi que, em vez de estarmos a construir exclusivamente com os quatro defesas, começámos a projetar os laterais e a encaixar os médios para ver o jogo de frente. Isso criou uma grande desadaptação ao Sporting e penso que o Sporting demorou a ajustar-se ao que estava a acontecer. Isso traduziu-se no ascendente dos dois jogadores que entraram, principalmente do Miguel Nogueira e do Tony Strata, no sentido de podermos criar dificuldades e podermos projetar mais gente no nosso ataque. Os jogadores entraram com a atitude certa, essa é a verdade. Penso que esse desencaixe tático foi fundamental para a nossa superioridade na segunda parte. Mais do que tudo isso, acho que foram os jogadores que entraram com a atitude certa”.