Treinador dos Conquistadores promete “um futebol ofensivo mais acutilante” e mostra-se satisfeito por ter um plantel com mais soluções

O Vitória Sport Clube recebe este domingo o Casa Pia, às 18h, no Estádio D. Afonso Henriques, em jogo da 5ª jornada da Liga Portugal.
Tiago Margarido promoveu a habitual conferência de imprensa de antevisão e espera dificuldades perante um adversário que historicamente é difícil para os Conquistadores e “merecia mais pontos”.
Mais acutilante com o Casa Pia: “No jogo com o Braga não tivemos a produção ofensiva que pretendíamos. Apesar de, mesmo assim, conseguirmos dividir o jogo e o mesmo ter sido definido num detalhe, o objetivo era produzirmos mais ao nível ofensivo. Neste próximo, acredito eu, até pelo estilo de jogo, iremos ter um futebol ofensivo mais acutilante. Acredito também que as dificuldades são diferentes e a equipa quer dar uma reposta e está preparada para isso, trabalhou muito durante a semana e preparámos muito bem este jogo”.
Momento do adversário sem peso: “O Casa Pia é uma equipa que vale bem mais do que os pontos que tem. Quem viu o jogo com o Moreirense, como eu vi, percebe que o Casa Pia dominou os primeiros 20 minutos. Depois, quando regressam do intervalo, têm oportunidades de golo e duas bolas nos postes. É uma equipa que produz muito mais e merecia muito mais pontos do que os que tem atualmente. Como tal, é um jogo em que antevemos dificuldades, diferentes do último jogo, é verdade, mas antevemos dificuldades. Uma equipa que até tem um saldo positivo contra o Vitória. Há quatro empates e três derrotas e o nosso objetivo é quebrar esse ciclo e invertê-lo. Será com um jogo com dificuldades históricas e também pelo facto de o nosso adversário merecer mais pontos”.
Satisfeito com as contratações: “Plantel fechado? Há mercados abertos, ainda há possibilidade de jogadores saírem. Acredito que o plantel está muito próximo de estar fechado. Fiquei feliz pelo facto de não termos perdido jogadores e fiquei extremamente satisfeito com as contratações, por conseguirem trazer qualidade e experiência à equipa. Penso que o mais novo dos três que entraram agora é o Alan que tem 26. São jogadores que vão trazer experiência à equipa. Somos um plantel muito jovem, que tem muito potencial, mas que, num ou outro momento, careceu de experiência. Estes três jogadores vêm trazer a experiência que precisávamos e, apesar de ainda haver mercado abertos, acredito que o plantel, se não está fechado, está mesmo muito próximo de estar fechado”.
Análise aos últimos reforços: “O Arnel (Jakupovic) é um ponta de lança com a capacidade de jogar em apoio, que se associa muito bem no jogo interior e entrelinhas. Também tem uma boa capacidade de finalização e de remate de longe e tem algo que aprecio muito, que tem a ver com as diagonais curtas nas costas dos centrais. Esse é o seu cartão de visita. O Alan vai trazer qualidade na bola parada, é alguém que bate muito bem cantos, livres e livres laterais. Vai trazer imprevisibilidade, criatividade ao nosso jogo e o Toni (Borevkovic) traz-nos experiência, liderança e capacidade no jogo aéreo. Traz-nos agressividade. São três jogadores que trazem características diferentes e nos vão ajudar bastante”.
Plantel com muito mais soluções: “Como treinador, tenho a filosofia de que mais vale ter a mais do que a menos. A época é longa, haverá lesões e suspensões, temos de estar apetrechados para os desafios que temos pela frente. O facto de o meio-campo ter sete médios, é um número que enquanto treinador acho o ideal para o meio-campo. No que diz respeito aos centrais, o Toni (Borevkovic) foi uma oportunidade de mercado, estamos satisfeitos com os centrais que temos, o Toni foi uma oportunidade, mas que nos permite agora, em alguns jogos, jogar com três centrais. Em alguns jogos vai ser necessário isso e teremos essa possibilidade, de optarmos por uma estrutura diferente. Acredito que ainda poderá sair um ou outro jogador, mas o número andará bem próximo disto e prefiro a mais do que a menos”.


