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Goleada estatística dá em empate amargo

Conquistadores não foram além do nulo com o Casa Pia

O Vitória Sport Clube defrontou o Casa Pia em jogo da 5ª jornada da Liga Portugal e não foi além do nulo, apesar de ter dominado toda a partida. A equipa de Tiago Margarido conseguiu números avassaladores em termos estatísticos, acumulando, por exemplo, 50 ataques e 41 cruzamentos, além de oito grandes oportunidades, duas delas a acabarem com bolas nos postes.

No final, o treinador do Vitória Sport Clube não escondeu a frustração por este empate.

Frustração com o nulo: “Estou muito frustrado, mau era se não estivesse. A equipa trabalhou, produziu, teve várias oportunidades de golo, jogadores isolados na cara do guarda-redes, duas bolas no poste. Não quero agarrar-me sempre à mesma coisa, mas a estatística mais avassaladora da época e a verdade é que mais uma vez falhamos na finalização. Temos de ser mais eficazes.”

Entrada intranquila: “O Lohann Doucet sempre foi 8, eu é que o adaptei a 6. O Lohann é um médio box to box e na conjugação com o meio campo jogámos com 6, com 8 e com um 10. A equipa não foi mais defensiva por causa disso. Teve a ver com o poderio físico do adversário. O Casa Pia é uma equipa extremamente alta, com o ponta de lança, os dois centrais, com um lateral esquerdo também bastante alto, com quatro jogadores acima de 1.90m e isso fez com que tivéssemos de ter algum cuidado no que concerne a esse momento de jogo. A verdade é que a nossa equipa entrou intranquila, mas foi crescendo ao longo do jogo, foi encontrando os espaços. A equipa foi crescendo e penso que já na primeira parte merecia estar em vantagem e a segunda parte é escusado estar a falar, foi de sentido único e faltou a bola entrar.”

Jogadores deram tudo: “Serei sempre o primeiro a dar a cara, por isso é que sou o treinador do Vitória e o treinador do Vitória dá sempre a cara para tudo. No que diz respeito a dar a cara tem a ver com o facto de os jogadores terem dado tudo, trabalharam, esforçaram-se. Falta eficácia, é verdade, mas tudo foi feito para que as oportunidades acontecessem. Temos de trabalhar a eficácia. O caminho passa por aí. Como treinador do Vitória serei sempre o primeiro a dar a cara.”

Duas estreias na 5ª jornada: “O Sidibe estava num processo de adaptação, está a perceber as nossas ideias cada vez mais e mereceu a sua oportunidade, esteve bem no jogo. Controlou muito bem os momentos de profundidade. É muito rápido e dá-nos de facto essa saída de forma mais fluída por ser pé esquerdo. O Arnel (Jakupovic) é um jogador de apoio, um ponta de lança de apoio, gosta de associar-se ao jogo da equipa. Foram dois jogadores que se estrearam. Dão-nos garantias, acredito que jogarão muitas mais vezes.”

Resposta em Viseu: “A verdade é que o que produzimos até agora merecia muitos mais pontos. Acho que isso é unânime. Estamos aqui para fazer muitos pontos, para ganhar. A verdade é que isso não tem acontecido nas duas últimas jornadas, mas acho que o que fizemos hoje levou a um resultado extremamente injusto. Acho que a bola não entraria nem que estivéssemos aqui até amanhã. Fizemos todos os possíveis. É uma questão de eficácia. Quatro pontos em cinco jogos não nos satisfazem. O que nos alimenta são as vitórias. Quando não surgem, temos uma força extra para continuar a lutar. Somos um grupo forte, uma equipa forte, isso podem ter a certeza que somos. Em Viseu estaremos novamente preparados para a luta e acredito muito que vamos conseguir os três pontos.”