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Resultado injusto em Viseu

Apesar de terem criado mais oportunidades, Conquistadores não conseguiram os três pontos da 6.ª jornada da Liga Portugal

O Vitória Sport Clube regressou ao Estádio Municipal do Fontelo este sábado, 12 de setembro, para defrontar o Académico de Viseu FC no encontro da 6.ª jornada da Liga Portugal. Os dois emblemas mediram forças e, apesar da superioridade vitoriana e das ameaças dos Conquistadores chegarem ao golo, foi a equipa da casa que triunfou (2-1).

As primeiras oportunidades pertenceram aos vitorianos. Gustavo Silva e Samu Silva foram os primeiros a procurar inaugurar o marcador, mas as tentativas não deram frutos. A primeira parte, muito disputada, chegou ao fim com as equipas empatadas a zeros.

Ao minuto 53, pouco depois do reinício da partida, Lorougnon Gohi pôs o Académico de Viseu FC em vantagem. Aos 65 minutos, Gustavo Silva não conseguiu concretizar a melhor oportunidade do jogo, mas Gonçalo Nogueira, assistido pelo estreante Alan, igualou o marcador aos 67’. Com o empate feito, os Conquistadores quiseram lutar pelo triunfo e apontaram armas à baliza. Gustavo Silva voltou a estar próximo do golo aos 71 minutos, mas não conseguiu transformar a oportunidade em golo. Sem conseguir fazer o segundo golo, os Conquistadores acabaram por sofrer. No período de compensação, Mohamed Bouldini chegou ao golo que selou a derrota vitoriana.

Tiago Margarido: “Só há uma forma de sair dessa fase, que é com trabalho”

Derrota injusta: “Foi um jogo em que acabámos por perder de forma injusta. A derrota nos últimos segundos é completamente injusta perante desenrolar do jogo. Apesar de o Académico de Viseu ter tido uma boa prestação e causado algumas dificuldades, o Vitória foi superior em todos os campos. Criámos mais oportunidades, criámos envolvimento junto à área e atrair o adversário à primeira fase. O Vitória fez um jogo competente, mas a verdade é que no capítulo da finalização, mais uma vez, não estivemos bem. O adversário, nas duas oportunidades que teve, conseguiu finalizar. Estamos numa fase em que não temos de negar. Por mais que criemos, parece que a bola nunca entra. Só há uma forma de sair dessa fase, que é com trabalho”.

Oportunidades suficientes: “É uma questão da bola entrar. Temos três grandes oportunidades de golo. Temos o Samu isolado logo a começar o jogo, temos o Gustavo em cima da pequena área que mandou a bola ao lado e que mandou a bola ao poste numa situação em que se isolou. Obviamente não quero tirar nenhum mérito ao adversário porque fez um jogo competente, mas a verdade é que tivemos oportunidades mais do que suficientes para ganhar o jogo, mas mais uma vez não conseguimos materializar”.

Trabalho: “Nós trabalhamos e agarramo-nos ao trabalho. A equipa cria oportunidades. Mas há um limite em que a equipa técnica não consegue fazer mais nada. Arriscamos de todas as formas. O responsável sou sempre eu pelos resultados. Agora, há um limite até onde podemos intervir, mais do que isto fica um pouco difícil”.

Resposta no próximo jogo: “Queria jogar já amanhã porque acredito muito que a equipa está a fazer bem as coisas. Está a faltar-nos um pouco de felicidade. Acho que é notório para toda a gente. Quem tem acompanha os jogos do Vitória sabe que está a faltar-nos felicidade e sorte. Faz parte do jogo, do futebol. Estamos numa maré de azar e não temos de negar isso. Qual a forma de darmos a volta a isso? Trabalhando e no próximo jogo dar uma reposta”.