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Tiago Margarido: “Os adeptos de Vitória estão com a equipa”

Treinador dos Conquistadores reforça a “união muito grande” e a crença de ver a equipa regressar às vitórias

O Vitória Sport Clube defronta amanhã o Moreirense FC, às 15h30, em jogo da 7ª jornada da Liga Portugal e Tiago Margarido promoveu a habitual conferência de imprensa de antevisão, reforçando a crença que existe para ver a equipa voltar aos triunfos. “Sabemos o caminho que traçamos, desde o presidente até aos roupeiros, estamos todos muito alinhados e muito crentes no caminho que estamos a seguir. Há uma união muito grande dentro do grupo de trabalho”, salientou o treinador dos Conquistadores, reforçando ainda a “vontade enorme” de todos em ganhar o dérbi com os vizinhos de Moreira de Cónegos.

Não deixar partir o jogo: “Teremos de abordar o jogo com uma vertente estratégica adaptada ao adversário. Vamos procurar ser mais equilibrados, não deixar partir tanto o jogo como aconteceu na segunda parte, principalmente após o empate, no jogo contra o Académico de Viseu. Mas tudo o resto vamos manter, os nossos valores têm de ser inegociáveis. Temos de jogar com a mística e com o ADN à Vitória. E dar continuidade ao trabalho que estamos a fazer, no qual acreditamos muito. Mas sempre com uma vertente estratégica ajustada ao nosso adversário. E não deixando partir tanto o jogo como aconteceu na última jornada.”

Vontade enorme em ganhar: “Relativamente ao jogo anterior, o jogo partiu porque nós quisemos ir atrás do resultado. Tivemos a vontade de vencer o jogo e, nos últimos minutos, tornou-se penalizador porque acabámos por sofrer o golo. Podia dar para um lado ou para o outro. A verdade é que fomos audazes e quisemos ir atrás do resultado. Infelizmente, não caiu para o nosso lado. Procuramos, sim, daqui para a frente, ser um pouco mais equilibrados nesses momentos. Mas retiro um ponto positivo de tudo isso, que foi a vontade enorme dos jogadores em ganhar o jogo. Apesar disso depois não se ter traduzido em pontos, é algo que guardo como positivo, mas, obviamente, temos de ser mais cerebrais, mais equilibrados, para não deixar o jogo partir dessa forma.”

Análise feita do último jogo: “Relativamente à equipa, não vou dizer como vamos jogar. A verdade é que nós fazemos sempre uma avaliação sobre o último jogo. Percebemos as coisas que correram bem e aquelas que não correram tão bem. Temos a nossa avaliação, mas terá de esperar pela hora de jogo.”

União e crença muito grandes: “Há uma necessidade de vencer em função dos últimos resultados. Estamos cá para isso, estamos cá para vencer. O Vitória não se identifica com os últimos resultados. Obviamente que entramos em todos os jogos para ganhar, este não vai fugir à regra. Agora, nós não podemos estar reféns disso. Sabemos o caminho que traçamos, desde o presidente até aos roupeiros, estamos todos muito alinhados e muito crentes no caminho que estamos a seguir. Há uma união muito grande dentro do grupo de trabalho. Há uma crença muito grande dentro do grupo de trabalho. Frustrados com os últimos resultados, mas cientes de que a equipa joga bem e que assim estaremos mais próximos de fazer muitos pontos. É um jogo importante face aos últimos jogos que tivemos, em que não conseguimos os pontos em que queríamos, não com o facto de haver uma paragem.”

Castigo excessivo a Ndoye: “Não me cabe a mim avaliar este tipo de situações. Mas como agente desportivo que sou, acho excessivo. Porque é preciso ter em conta o momento em que aquilo aconteceu. Tínhamos acabado de sofrer um golo, os jogadores estavam com os nervos à flor da pele. Houve uma disputa no ar em que o jogador achou injusta a falta que o árbitro marcou. E depois, obviamente, que não pode ter aquela reação, mas mediante o contexto que foi, acho completamente excessivo os três jogos. Como disse, não me cabe a mim avaliar este tipo de situações, mas estaremos aqui para ver daqui para a frente se o critério se vai manter em outras situações semelhantes. E se se mantiver, está tudo bem. Agora, o que é importante também é nós corrigirmos o Ndoye, porque não pode ter aquele tipo de atitude. E isso, a mim, enquanto treinador, é o que realmente me preocupa. Porque os jogadores têm de ter capacidade mental de conseguir reagir a todos os momentos e ali ele perdeu um bocadinho o controle emocional.”

Adeptos estão com a equipa: “A nossa principal preocupação é jogar contra o Moreirense e não jogar com as bancadas. Porque as bancadas estão sempre do nosso lado. Nós, tanto nos jogos em casa como fora, estamos sempre a ganhar 1-0. Portanto, o apoio de fora será, de certeza absoluta, enorme, como tem sido até agora. Obviamente que há um ou outro jogo em que existe contestação no fim, mas é completamente normal e é completamente justo, porque no último jogo nós não ganhámos e é normal que haja essa frustração. Agora, os adeptos de Vitória estão com a equipa. Os adeptos de Vitória sabem que a equipa joga bem e os adeptos de Vitória sabem que é só uma questão de a bola começar a entrar. Portanto, há uma união muito grande, apesar de eu sentir que de fora querem fragmentar essa união que existe. Há união, no fim, obviamente, nos jogos quando a equipa não consegue ganhar há frustração, tanto dos jogadores como da equipa técnica, como da direção e como dos adeptos. O que é normal, porque queremos todos muito ganhar. Agora, não existe fragmentação aqui dentro. Existe muita união e os adeptos de Vitória sabem que o Vitória joga bem e é uma questão de a bola começar a entrar.”