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Rui Rodrigues: “Honrar todas as gerações que ajudaram a construir o Vitória”

No hastear da bandeira do 104º aniversário, Presidente Rui Rodrigues focou a necessidade de se recuperar a identidade e mística dos Conquistadores

Rui Rodrigues falou sobre o 104º aniversário do Vitória SC, aproveitando também para passar uma mensagem de tranquilidade a todo o universo vitoriano:

Honrar todas as gerações: “É um orgulho imenso estarmos neste momento no aniversário do Vitória. O mais importante e aquilo que nós também queremos focar é que queremos honrar todas aquelas gerações que ajudaram a construir o Vitória, sobretudo aqueles que ajudaram a criar os nossos valores, a nossa cultura, a nossa identidade e a nossa mística. Para nós, o mais importante neste aniversário é realçar todas aquelas décadas que nos ajudaram a ser o que somos hoje”.

Acreditar nos jogadores e no treinador: “Pelo que temos demonstrado nestas primeiras sete jornadas, a classificação não se coaduna com o que temos feito no relvado. O que conta é a bola entrar. Nesse sentido, temos de trabalhar mais afincadamente no dia a dia para que isso aconteça. É um bocado frustrante, mas, internamente, acreditamos muito nos jogadores e no treinador. Acreditamos muito no trabalho que estamos a fazer internamente. Estamos muito unidos num momento difícil. O Vitória também é isto: resistência. Não podemos olhar só para o momento. É todo um processo e estamos com toda a vontade de dar a volta à situação”.

Foco na humanização: “O primeiro objetivo que tínhamos era o de reabilitar o clube estruturalmente. É algo que estamos a tentar fazer. Na nossa campanha eleitoral, sempre nos focámos na humanização. Sentíamos que, internamente, não estava a existir isso. Criou-se relações frias entre as estruturas dentro do clube. Essa é uma das principais resistências que tínhamos e que estamos a tentar desbloquear. Já vimos aqui neste aniversário uma moldura de trabalhadores imbuídos no mesmo espírito. Acreditam tanto como acreditamos. Temos de dar o exemplo de dentro para fora”.

Estabilidade é fundamental: “Toda a gente tem de estar imbuída do mesmo espírito, acreditar naquilo que são os processos, aquilo que são as nossas ideias, aquilo que queremos para o Vitória. O que é factual é que a estabilidade é fundamental. Por isso é que nós temos de ter aqui uma capacidade de decisão que nos dê essa tranquilidade. As pessoas começam a perceber quais são as nossas dinâmicas, a exigência que temos de ter aqui dentro. Toda a gente aqui tem de criar valor para que o Vitória seja um clube maior. Depois, podemos ir para o exterior e pedir lá fora que nos deem também o apoio que tem de ser dado. Evidentemente que a pressão nós sabemos que existe, por isso é que somos um clube grande. Temos de saber aceitar e digerir. A frustração dos adeptos é a nossa frustração e estamos com a vontade toda de dar a volta por cima”.

Balanço do mercado: “Evidentemente que não é fácil entrar quase no início do mês de julho para tomar decisões, sobretudo daquilo que é a constituição de um plantel. Não é fácil. Entrámos com zero aqui dentro daquilo que poderia ser uma estrutura de scouting. Não tínhamos. Toda a estrutura que existia de estratégia do futebol saiu do Vitória. O clube ficou órfão daquilo que era a estratégia para o futebol. Tentámos fazer o máximo possível. A única coisa que vos posso dizer é que tudo aquilo que foi feito em termos de entradas foram entradas em que vários setores do Vitória tiveram a sua opinião e tiveram a sua decisão. Não foram decisões isoladas ou individualizadas pelo Fernando Meira ou por mim. Todos tiveram a sua opinião naquilo que foram as entradas dos reforços. Relativamente às saídas, evidentemente que também nós tivemos aqui um papel muito importante naquilo que foram algumas saídas no final do mercado. Sentimo-nos um pouco frustrados porque havia mais duas ou três saídas que poderiam ser concretizadas, não conseguimos que se concretizassem por questões que nos ultrapassam. Entramos num momento da época muito difícil, mas temos de avançar.”