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“Sinto-me muito confortável como avançado”

Lucas Soares: o avançado que Bino Maçães descobriu

É o melhor marcador da equipa, e da Série B, mas nem sempre a linha da frente foi a sua zona de conforto. Lucas Soares chegou ao Vitória a jogar como defesa mas Bino Maçães entendeu que o jogador poderia dar pontos numa posição mais avançada. E o mister não poderia estar mais certo.

Vive a segunda época no Vitória e sente-se como um peixe na água na atual estratégia vitoriana. A história da adaptação é contada pelo próprio que, esta semana, esteve à conversa com o sítio oficial do Clube. “Sinto-me muito confortável a jogar como avançado. Na minha formação, fiz algumas vezes esse lugar mas nunca com a regularidade com que faço atualmente. O mister Bino disse-me, depois de alguns treinos, que me via a jogar melhor como atacante. Além disso, no meu primeiro jogo com ele fiz duas assistências e aí não houve como negar que ele tinha razão. Os meninos mais novos até brincam comigo porque não acreditam que eu fiz quase todo o meu percurso como defesa”, contou.

Prova disso são já os três golos que apontou em três jogos disputados. Na última partida, bisou na Madeira e, numa das vezes, fê-lo da forma como também se tem destacado: na marca dos onze metros. “O mister deixa bem claro: quem está bem a marcar penaltis nos treinos é quem assume nesses lances de jogo. Não sou um exímio marcador mas estou com 100 por cento de eficácia”, brincou.

“Série muito competitiva”

Com apenas três jogos disputados, o conhecimento dos adversários não é ainda total mas o brasileiro já percebeu do equilíbrio da série e aborda algumas das dificuldades que a jovem equipa irá encontrar: “Esta é uma série muito competitiva onde não há jogos fáceis. O mister está sempre a lembrar disso. É um campeonato com algumas equipas experientes que, por vezes, se preocupam apenas em vencer e abdicam de jogar bem. E, nós, queremos vencer mas vamos sempre procurar fazê-lo com qualidade, mesmo sabendo que nem sempre isso será possível, como aconteceu no jogo com o Brito”.

Ao triunfo em Brito seguiu-se uma paragem. Mais tarde, a equipa viajou para a Madeira (0-3) e teve de voltar a parar. O regresso acontece este sábado e o extremo espera manter a invencibilidade. “Todas as equipas querem trabalhar sobre vitórias porque são elas que nos dão confiança no processo. Acho que estamos no caminho certo e agora precisamos é de ganhar rotinas de jogo e ter mais jogos seguidos porque estamos sempre a parar e isso não é positivo. Vamos procurar fazer em Pevidém aquilo que fizemos frente ao Camacha. Marcar cedo também é importante”, afirmou.

A trivela fica para quem sabe

Extremo na equipa B, Lucas Soares têm vários exemplos a seguir na equipa A. A qualidade abunda na principal equipa mas o jovem olha para essa competência como um motivo ainda maior de dedicação: “Não será fácil eu ser chamado à equipa A, com tantos jogadores fantásticos na minha posição, torna-se mais complicado mas também o meu foco é cumprir nos B porque não adianta olhar para cima sem fazer bem o meu trabalho aqui”.

Ricardo Quaresma, Edwards ou Rochinha são, por isso, exemplos para o jovem brasileiro. E se as fintas podem até ser observadas e aprimoradas já a trivela “não é para mim”. “Eu nem tento. Não dá para competir com Quaresma sobre a trivela mas se ele aceitar eu posso até disputar com ele o lance das grandes penalidades. Aí, pode ser que eu esteja num dia de sorte e marque mais do que ele (risos)”, disse.