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“O melhor presente seria chegar à equipa principal”

Tomas Handel no dia em que celebra 20 anos

O nome é pouco comum. A capacidade de raciocínio e de discurso também. Ali, a ocupar o meio-campo da equipa B, Tomas Handel tem-se destacado pela clareza na decisão mas também, e porque sente que é sua função, pela autoridade na voz. Um dos capitães da equipa, o vimaranense reconhece que “além de jogar tenho também de ser uma voz de comando”. “Sinto que tenho mais responsabilidade e que tenho de assumir dentro de campo mas se as individualidades sobressaem é porque o coletivo é realmente muito unido e forte. Esta época está a correr-me bem e fruto disso é o facto de ser opção regular na equipa. No ano passado, as coisas não me correram tão bem e procurei identificar aquilo que deveria melhorar. Penso que tenho conseguido acrescentar valor à equipa”, disse.

Num campeonato “competitivo”, a equipa B tem procurado conciliar o bom futebol com os resultados, o que nem sempre tem sido possível. O médio admite a postura, por vezes “muito defensiva”, que os adversários assumem mas entende as armas que todos podem usar. “As equipas olham para o Vitória de forma diferente e, por isso, fecham-se mais mas cabe-nos a nós encontrar soluções rápidas para conseguirmos ganhar. Já cometemos alguns erros no passado, e lembro-me do jogo com o Pevidém, que serviram de lição. Somos uma equipa jovem e este tipo de jogos também nos torna mais maduros”.

O “elevador” que todos querem apanhar

O termo foi usado por João Henriques aquando da análise às recentes alterações aos grupos de trabalho. A equipa B recebeu, recentemente, alguns atletas que se encontravam a trabalhar na formação principal. Uma situação que Handel vê “com bons olhos”. “Olhamos para isto com agrado. Nós somos a segunda equipa do Vitória, ou seja, nunca estivemos tão perto de estar na equipa A. Vieram jogadores para o nosso grupo mas outros podem ir para cima. O espaço vai tornar-se mais competitivo e essa qualidade e competitividade só nos vai ajudar. Eu, pessoalmente, gosto de saber que não posso ficar à sombra da bananeira e que tenho de correr o dobro para ter um lugar”, atestou.

Chegar à equipa A seria presente perfeito

Filho da cidade-berço, Tomas Handel sopra as velas…hoje. São 20 anos de uma “vida feliz” e que fazem com que o jogador se sinta “grato ao que a vida me tem dado”. O médio sabe reconhecer que é um privilegiado mas considera-se igualmente “um eterno insatisfeito”. No dia em que celebra o seu vigésimo aniversário, Tomas Handel partilhou os seus maiores desejos. E o objetivo profissional é fácil de adivinhar: “Sou muito competitivo e exigente comigo mesmo. Sei que já devo ser grato por tudo aquilo que tenho, a nível pessoal e profissional, mas também sei que ainda tenho um longo e exigente caminho à minha frente. Quero muito chegar à equipa A e sei que tenho capacidades para o conseguir. Este seria o meu melhor presente de aniversário”, confessou.

Alimentação é palavra de ordem lá em casa

Conhecido o presente que desejaria, tentamos adivinhar como será o bolo de aniversário. Tomas Handel abrirá uma exceção e dará uma “facadinha na dieta”, algo que evita fazer por dar tanto valor à Nutrição. “Gosto muito da área da Nutrição, aliás houve uma altura em que até estava a ficar viciado e comprei vários livros sobre o tema. Penso que é uma área cada vez mas valorizada no desporto e ainda bem que assim é. Não basta termos qualidade dentro de campo, temos de ter cuidados com a alimentação, com o sono, com o descanso. Eu tenho muitos cuidados e a minha mãe já cozinha de encontro àquilo que eu quero para ser um atleta saudável. O meu pequeno-almoço é normal, torrada com manteiga de amendoim, iogurte e fruta. Não me perco em doces mas não resisto a uma broa de mel”, contou.