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“Um jogador confiante é capaz de tudo”

Maga tem sido aposta constante de Bino Maçães

A velocidade é uma das suas armas, usada sempre em prol da equipa. Quem o observa rapidamente percebe que Miguel Magalhães pensa no coletivo acima de qualquer bom momento individual. Maga, como é conhecido, não é jogador da ‘moda’ mas faz do lado direito do terreno a sua mais exigente passerelle.

Nesta temporada, o desfile é feito em cima de uma passadeira vermelha e, mesmo sem público, é quase possível ouvir os aplausos dos adeptos às suas exibições. Titular em todas as partidas da equipa B, o jogador só não se assume como totalista porque saíra lesionado aos 76 minutos no encontro com o Fafe, numa altura “em que a dor já se tornava insuportável”. O balanço destes primeiros meses da época é, por isso, extremamente “positivo e motivador”. “O mister tem depositado muita confiança em mim e eu tenho procurado retribuir com boas exibições. É verdade que na época passada não joguei muito e aí faltava-me confiança mas este ano está a acontecer o contrário. Um jogador confiante é capaz de tudo e eu sinto que estou a fazer um grande início de época, ao qual quero dar continuidade”, vincou.

À confiança que recebeu do treinador, a quem tece vários elogios, Maga alia o “bom espírito” que se vive na equipa B. O defesa, de 21 anos, mostra-se muito “feliz” pela união do grupo e reconhece que este tem sido também um fator importante para a evolução a que temos assistido na equipa. “Estamos com um grupo mais competitivo mas isso é bom para todos. A competitividade obriga a trabalhar mais, impede-nos de relaxar porque sabemos que se vacilarmos o colega do lado é quem vai jogar. E tenho assistido a um espírito de grupo fantástico aqui na equipa B, prova disso foi a entrada do Afonso Freitas no jogo com o São Martinho. Entrou e ainda sacou o penalti que nos deu a vitória. Ou seja, até os jogadores que estão no banco entram com vontade de darem tudo e isso é fantástico”, admitiu.

O ‘verdadeiro’ Maga

“Motivado” com a competitividade existente no seio do grupo, Maga tem de lidar, esta semana, com a presença de outro jovem em ascensão: o seu homónimo. A disputarem a mesma posição, o Maga mais velho já garantiu que sobre o nome não há qualquer disputa: “Logo no primeiro treino disse ao Maga (o dos Sub23) que o verdadeiro Maga sou eu”, brincou. Mas se a ‘marca’ esta já registada, o lugar na equipa irá pertencer a quem mais merecer. Humilde e genuíno, como todos reconhecem, Maga não gaguejou no momento de falar sobre o ‘miúdo’. “Ainda só treinei hoje com ele mas já tinha visto alguns jogos dos Sub23 e trata-se de um miúdo que, se tiver os pés assentes na terra e trabalhar, pode sair dali uma coisa muito bonita. Não tenho dúvidas de que se continuar assim, estaremos, em breve, a falar de um caso sério do nosso futebol”, elogiou.

A família e o amor como poucos o entendem

Maga é o jogador que qualquer treinador gostaria de ter na sua equipa. Daqueles que faz falta dentro e fora das quatro linhas. A boa disposição – basta relembrar o vídeo de apresentação da equipa B – é uma das suas características. A alegria e o sorriso acompanham-no diariamente, tal como o amor que demonstra pela sua família: “A minha família é o meu maior suporte. Eles nunca me falharam, sempre fizeram tudo para estarem nos meus jogos, sempre me acompanharam nos meus momentos mais importantes e sempre me apoiaram nas fases mais difíceis. Não esqueço todo o esforço que fizeram e fazem por mim”.

No valor atribuído à família, é fácil perceber a escolha de “referências”. “O João Cancelo é um dos jogadores que mais admiro. Vejo muitos jogos dele para aprender e melhorar a cada treino. Vejo as coisas que ele faz e depois tento fazer nos treinos para ser cada vez melhor. É, para mim, um exemplo de força e superação. Depois da perda da mãe, ele conseguiu ter forças para voltar ao futebol e ser hoje o jogador que é. Que grande exemplo!”, confessou.