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“Foi uma assistência especial porque vencer era fundamental”

O triunfo e o que aí vem na visão de João Mendes

O chegar de um novo ano significa, para a maioria, um desenhar de resoluções e objetivos. O mês de Janeiro surge, por isso, como o renovar de desejos e vontades para o futuro. E qual a melhor maneira de começar 2021 senão com um triunfo e a conquista de três pontos? Bem, há vitórias e vitórias e esta última – a primeira do ano – foi realmente “muito importante”. João Mendes, uma das figuras da equipa B, é o primeiro a admiti-lo: “Era um jogo importante e todos sabíamos disso. Foi bom termos vencido e foi ainda mais saboroso ter sido da forma que foi. Uma reviravolta que consideramos inteiramente justa. Aliás, eu estava a aquecer para entrar na segunda parte e comentei com o mister Miguel que iríamos vencer. Acreditava mesmo que íamos conseguir dar a volta porque estávamos por cima no jogo”, comentou.

Em dia de reis, a coroa foi usada por Herculano mas João Mendes pode ser visto como um dos três magos. Foi dos pés do defesa que voou a bola para o centro da área onde apareceu o jovem avançado a faturar em cima dos 90. “Tenho vindo a fazer assistências mas a de ontem (quarta-feira) foi realmente muito especial. Nem sei explicar mas foi realmente importante vencer. No entanto, nós também sabemos que este triunfo de nada valerá se não vencermos no próximo domingo”, lembrou, consciente de que o percurso ainda “é longo”.

A vitória diante do Rio Ave B, alcançada com uma reviravolta, catapulta a equipa para os lugares cimeiros e premeia a atitude ofensiva que os Conquistadores tinham vindo a apresentar já nos últimos duelos de 2020. João Mendes, que reforça o foco no próximo jogo, lembra que a equipa “já merecia ser feliz” mas que deverá estar “muito atenta” diante do Mondinense porque “as equipas que estão mais abaixo são, muitas vezes, mais difíceis de defrontar”. “O passado já nos mostrou que uma das dificuldades desta série é a forma defensiva como alguns adversários se apresentam contra nós. Com o Mondinense teremos de estar preparados para isso. Se acharmos que vai ser um jogo em modo passeio, então estamos já a entrar a perder. O mister já lembrou isso mesmo, que a seriedade e o respeito neste jogo serão fundamentais”, disse o defesa.

“Linha de 3? Para os laterais é fantástico”

Depois de vários anos na formação na posição de extremo, João Mendes viu-se recuar no terreno ainda em Penafiel. Já no Vitória é nesse posto defensivo que se tem destacado e, apesar de gostar do corredor, também já teve de dar uma perninha no eixo central. “Fiz quase toda a minha formação como extremo mas no último ano o meu treinador entendeu que eu era mais forte a vir de trás para a frente e como eu sempre gostei de jogar encostado à linha, pôs-me como defesa. Este ano também já tive de jogar a central porque recentemente tivemos alguns lesionados nessa posição e o mister adaptou-me. Acho que isso acaba por ser positivo e visto como um exemplo pelos colegas pois percebem que, independentemente do lugar, quem joga dá sempre o seu melhor”, contou, abordando de seguida a nova experiência com o modelo da equipa B: “Para nós, laterais, a linha de três é fantástico. É o ideal. Podemos subir pois sabemos que temos lá os centrais a cobrir. E nós queremos é isso: correr”.

E é a correr que eles se entendem. Ou será que, afinal, não há um consenso sobre qual o lateral mais rápido da equipa? Maga, que tem percorrido quilómetros na direita, ou João Mendes, que se posiciona do lado contrário? “Eu penso que sou eu”, respondeu o João, que ouviu igual resposta da parte de Maga. Divergências à parte, há algo que os une: a amizade. “O Maga é um dos jogadores que já me acompanha há algum tempo e de quem sou próximo. Penso que esta amizade forte também se nota dentro de campo. Aliás, eu acho que um grupo amigo e unido é fundamental para o sucesso porque sabemos que teremos sempre ali alguém a dar-nos a mão”, comentou.