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“Vir para o Vitória foi o voltar a acreditar num sonho”

Diogo Paulo atravessou o país para ser feliz em Guimarães

“Vir para o Vitória foi o voltar a acreditar num sonho”. É desta forma que Diogo Paulo se refere à chegada a Guimarães, em 2019. O médio, que atua nos Sub-23, viajou um país inteiro em busca do seu lugar ao sol. E se é no Algarve onde o sol mais brilha, foi a Norte, na bela cidade-berço, que o jovem albufeirense voltou a ter brilho nos olhos. Não esquece a experiência no Ferreiras, do CNS, quando tinha apenas 17 anos, e reconhece a maturidade daí adquirida, mas assume que vir para o Vitória foi “o voltar a acreditar que poderia ser jogador de futebol”.

Em entrevista ao site do Clube, o jogador começou por lembrar o seu percurso e os momentos vividos a sul do país. “Fiz grande parte da minha formação no Sporting e quando sai, aos 13 anos, senti que tinha perdido tudo aquilo que tinha feito no futebol. Que teria de recomeçar de novo e que a nova realidade não seria fácil. Fui-me muito abaixo e foram os meus pais e o meu irmão que me deram a força necessária para continuar a jogar à bola”, contou.

O irmão mais velho, André Paulo, foi quem inseriu o “bichinho” do futebol no ‘caçula’, que rapidamente se apaixonou pela modalidade. Ainda hoje, é o guarda-redes do Sporting CP que assume a tarefa de aconselhar o médio vitoriano. “Comecei a jogar à bola aos 5 anos mas já antes acompanhava o meu irmão. Ele ia treinar lá no clube da nossa cidade, o Imortal, e eu ia vê-lo a treinar. Depois, foi a minha vez de começar e mantemo-nos os dois no futebol. Hoje em dia, quando preciso de algum conselho é ao meu irmão que recorro porque ele, além de ser mais velho cinco anos, treina e joga com jogadores mais experientes e com muita maturidade”, admitiu.

Os conselhos do irmão, bem como algumas experiências pessoais, fazem de Diogo Paulo um dos atletas mais maduros e responsáveis dos Sub23. Aliamos a humildade a estas duas características anteriormente mencionadas. O discurso usado ao lembrar a sua primeira experiência nos campeonatos seniores, bem como a forma como se refere à vinda para o Vitória, são prova disso: “Com 17 anos, estive no Ferreiras, que disputava o Campeonato de Portugal, e esse ano foi importantíssimo para o meu crescimento. Aí, trabalhei com jogadores mais velhos, mais experientes, alguns que já tinham passado por grandes equipas, e isso fez com que eu ganhasse uma maturidade diferente dos jovens da minha idade. Quando estava no CNS, pensei que se calhar ia ser difícil seguir o meu sonho mas tudo mudou no dia em que soube da possibilidade de vir para o Vitória. E foi uma espécie de amor à primeira vista. Vir para cá foi o recomeçar em busca de um sonho”.

“Época tem sido positiva para mim”

Diogo Paulo tem sido um dos jogadores mais utilizados pela equipa técnica dos Sub-23. O médio, que já cumpriu também minutos na equipa B, afirma que a época “tem sido positiva”, mas identifica, ainda assim, alguns dos erros cometidos na Liga Revelação. “A nível individual, a época tem sito positiva, mas não o é em termos de classificações. Não conseguimos apurar-nos na primeira fase e agora não estamos nos lugares que gostaríamos. Em algumas partidas, e devido à nossa juventude, não conseguimos perceber o que alguns momentos do jogo nos pediam, nem finalizar bem os lances. Enfrentámos equipas mais maduras e esses nossos erros pagaram-se caros. Não escondo que houve também alguns períodos de desconcentração que nos impediram se ter melhores resultados”, admitiu.