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“Vou esforçar-me para ter mais oportunidades”

Jason Bahamboula apontou o último golo da Liga Revelação

Fez o gosto ao pé no derradeiro duelo na Liga Revelação mas espera voltar a ser feliz ainda na presente temporada. Esta é a motivação de Jason Bahamboula e de todos aqueles que com ele treinam nos Sub23. O término da prova não significa o fim dos objetivos para 2020/2021 e o francês assume-se “empenhadíssimo” a cada treino para merecer a atenção do novo timoneiro da equipa B. “Vamos treinar até ao final de Maio e noto os meus colegas todos motivados. Temos de dar tudo nos treinos porque a qualquer momento podemos ser chamados à equipa B, que ainda está em competição. Houve mudanças recentes e eu vou esforçar-me para ter mais oportunidades”, disse.

De apenas 19 anos, o francês, filho de pais congoleses, procura ainda a sua melhor forma. Depois de uma lesão sofrida em Outubro, que o afastou dos relvados durante dois meses, o avançado rumou à equipa de Sub23. Com poucos minutos na equipa B, Bahamboula, que “ama o futebol”, aceita as trocas e reconhece sentir-se melhor “numa equipa onde possa jogar”. “Quem gosta do futebol, como eu, quer é jogar. Não estava a jogar na equipa B então foi melhor para mim vir para os Sub23, para poder ter mais tempo de jogo e poder mostrar o meu valor. Infelizmente, ainda não consegui apresentar o que consigo fazer no futebol mas também sei que ainda sou jovem e tenho muito para evoluir”, vincou.

Quando em Janeiro de 2020 trocou a romântica cidade de Paris pelo berço de Portugal, Jason estava consciente do risco mas sentiu, naquele momento, que a mudança era “necessária”. “Quando estava no Caen entendi que precisava de mudar de ares. Estive lá quatro anos e sentia que tinha de dar um novo rumo à minha vida. Foi a primeira vez que sai de França e acho que acertei no destino (risos). Não me arrependo da decisão que tomei e, apesar de ser tudo tão diferente por causa da Covid19, gosto muito de estar cá”, contou.

Em Guimarães, o avançado encontrou outros jogadores franceses, o que “ajudou bastante na integração”. Denotando alguma preguiça na aprendizagem do idioma do país que o acolheu, Jason explicou, em francês, naturalmente, algumas das boas surpresas que encontrou: “As pessoas são impecáveis, desde o início que me sinto muito bem. Na rua, senti-me sempre acarinhado. Por acaso, às vezes os meus pais perguntam-me se já vivi alguma situação de racismo mas nunca aconteceu. Aliás, as pessoas são muito simpáticas comigo no clube e na cidade”, atestou. Além da boa integração, conseguida com a ajuda de “jogadores e treinadores muito humildes”, Jason ficou agradavelmente surpreendido com o futebol português. “O futebol aqui é diferente, aliás, as pessoas em Portugal valorizam mais este desporto do que em França. Aqui, vivem muito o futebol, principalmente nesta cidade, pois apesar de não ter jogado ainda com adeptos nas bancadas, pesquisei e vi vídeos fantásticos de alguns jogos, onde o apoio era fenomenal. Espero poder sentir isso em breve”, concluiu.