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Pepa: “Teremos de jogar com consistência, capacidade e intensidade”

Treinador vitoriano na antevisão à partida com o FC Paços de Ferreira

O Vitória Sport Clube volta a entrar em campo neste sábado, frente ao FC Paços de Ferreira, prosseguindo a senda de jogo forasteiros. A partida a contar para a Liga Portugal bwin marca o reencontro do treinador vitoriano, Pepa, com a sua antiga equipa, num jogo em que jogar bem fará com que a sua equipa esteja mais perto do triunfo. “Temos que marcar mais golos do que o adversário. Quando jogamos bem, estamos mais próximos disso. É essa a principal receita. Somos uma equipa com jogadores com margem para crescer, sabendo que a margem de erro é muito pequena. É uma equipa muito jovem, mas temos de saber lidar com isso. Temos que voltar às vitórias no campeonato, trepar na classificação e somar pontos. É isso que nos vai dar consistência. Para voltar às vitórias, teremos de jogar com consistência, capacidade e intensidade. Se fizermos isso, o resultado vai aparecer com naturalidade.”

Depois de duas temporadas ao serviço dos pacenses, Pepa acredita que, apesar do conhecimento mútuo que existe, o rendimento em campo é que será determinante no desenrolar e desfecho do jogo. “O Paços de Ferreira no seu 4x4x2, com o Nuno Santos muito próximo do avançado, aposta num jogo muito vertical, com os alas e os laterais a envolverem-se muito no jogo ofensivo. Agora passaram a jogar com dois no meio, exercem pressão alta e vão tentar fazer isso. Cabe-nos ultrapassar essa dificuldade, jogando com níveis elevados de concentração e de intensidade. Se tivermos que terminar o jogo de rastos, assim será. Não houve grandes mudanças naquela equipa, mas os jogadores do Paços de Ferreira também conhecem as minhas ideias. Já passei por essa situação noutras ocasiões. Ainda agora tivemos dois jogos contra um treinador que tinha treinado este clube no passado. Serão 90 minutos com a sua história, não há jogos iguais. Eles conhecem-me bem e eu conheço-os bem. Já a história do jogo será completamente diferente.”

O Vitória SC já contou com oito quartetos defensivos nos 18 jogos disputados nesta temporada, e oito trios de meio-campo, grande parte fruto de ausências por razões médicas, algo que para Pepa, potencia a aparição de novos jogadores, que necessitam estar preparados para quando são chamados. “Temos de saber crescer a ganhar. Esses impedimentos têm surgido com frequência na linha defensiva, são coisas naturais do futebol. Agora, temos a questão da pandemia e temos de estar preparados para isso. Os jogadores estão preparados, sabem que hoje estão no 11, mas amanhã podem estar no banco ou em casa. O grupo está preparado para ter competição, uma competição exigente no seu seio. Quantas mais opções tivermos, mais fortes ficamos. Quando não tivermos tantas opções, encaramos na mesma os jogos olhos nos olhos porque nunca fui de encontrar desculpas. Temos de trabalhar no limite para quando surgir qualquer coisa estarmos preparados.”