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“Queremos ser uma equipa muito ofensiva”

Martim Duarte projeta primeiro jogo em casa

Vamos começar este texto com um exercício simples. Caro leitor, imagine um jogador grato ao Vitória e às condições que o clube lhe proporciona: Martim Duarte. O capitão de Sub-19, estatuto que já apresentava na última época, não gosta de falar de si próprio mas também não precisa de o fazer. É que é notória a sensatez em cada resposta dada aos meios de Comunicação do Clube.

Poucos dias depois da estreia na temporada 2025/2026, Martim Duarte abordou a primeira vitória, alcançada no reduto do FC Paços de Ferreira. Os primeiros três pontos já foram conquistados e a intenção é voltar a somar mais três já esta sexta-feira, aquando da receção ao FC Porto. “Olhamos para este jogo com a mesma perspetiva do primeiro que é conquistar mais três pontos. Encaramos com confiança e vamos querer ser uma equipa muito ofensiva. Estamos a trabalhar para poder dar o nosso melhor na sexta-feira. Atualmente, as equipas têm apostado muito no escalão de Sub-19 e sinto que os campeonatos estão cada vez mais competitivos. Há uma aposta cada vez maior nos jogadores jovens e nós sentimos essa ‘busca’ maior pelo atleta de Sub-19”, disse.

A aposta está também visível na recente restruturação e inclusão do escalão de Sub-19 no Departamento de Estratégia, algo que o jogador entende como “muito positivo”. “É extremamente motivador sentir que estamos mais próximos das equipas seniores, que nós também fazemos parte das equipas profissionais. A exigência tem sido cada vez maior e a motivação acompanha esses níveis. Somos um grupo de jogadores muito motivados com a exigência”, vincou.

Motivado e otimista para o futuro, o capitão, natural de Paredes, tem procurado integrar os reforços e contribuir também para o sucesso da nova equipa técnica: “Acreditamos todos no trabalho do mister, até porque ele já tem um passado muito positivo na formação. O meu trabalho também é dizer ao mister aquilo que a equipa está a sentir. Vamos tendo conversas regulares de modo a que todos juntos possamos chegar rapidamente àquilo que o treinador pretende”, afirmou, lembrando “bom trabalho” de Vítor Barros no passado.

“As pessoas são muito acolhedoras”

Martim Duarte chegou ao Vitória SC para competir no escalão de Sub-15, já lá vão quatro anos. O médio, de apenas 17 anos, lembra ainda os primeiros tempos na cidade-berço e realça aquilo que mais o marcou (e ainda marca): “Já estive em outros clubes antes de vir para cá e sinto que aqui as pessoas são mais acolhedoras, mais humanas. Noto que os diretores, os treinadores e todos os elementos de staff conseguem entender-nos melhor. Sou um privilegiado porque sou muito acarinhado por toda a gente”.

O carinho que recebe é também resultado daquilo que dá aos outros. Independentemente de ser merecedor da titularidade, Martim assume sempre as características de um verdadeiro capitão: “Quando somos capitães, temos (ainda mais) a obrigação de colocar os interesses coletivos acima dos individuais. No ano passado, joguei poucas vezes mas nunca mostrei desagrado de forma negativa. Quando estava desanimado, chorava sozinho, sem ninguém ver, pois à frente dos meus colegas tentei sempre dar-lhes força e transmitir muita positividade. Se eu não jogar e fizer cara feia vou estar a prejudicar-me a mim e à equipa porque não vou ser o elemento agregador que um capitão deve ser”, concluiu.