Alertado para um Rio Ave dotado de boas munições, o treinador aposta num Vitória SC equilibrado e virado para o ataque, só a pensar em ganhar

O frio do inverno contrasta com o calor da competição. Em jogo a contar para a 14.ª jornada da Liga Portugal, o Vitória Sport Clube desloca-se neste sábado a Vila do Conde e o técnico Luís Pinto vislumbra uma montanha de dificuldades ao mesmo tempo que carrega na ambição. Apesar de o Rio Ave sugerir grandes cautelas, o treinador dos Conquistadores confia no potencial da sua equipa e conta somar três pontos naquele que é conhecido como o Estádio do Arcos, dando assim seguimento a uma notória fase de retoma.
O caminho para a vitória: “Temos de ter a capacidade de ser fortes naquilo que é a compactação do nosso bloco. Queremos ser capazes de criar espaços para atacar. Conseguindo ultrapassar essas primeira e segunda fases, precisamos de melhorar na abordagem à área. Trabalhamos no sentido de acreditarmos mais que podemos fazer golo. No último jogo não tivemos tantas oportunidades como devíamos ter tido pelo volume de jogo que criámos. Para além disso, queremos estar concentrados defensivamente porque isso dá-nos mais possibilidade de sucesso”.

O Rio Ave, Clayton e André Luiz: “O que esses dois jogadores têm conseguido são factos, traduz-se em números. Mas esses dois jogadores só funcionam porque a equipa funciona. É uma equipa com qualidade, que está num processo em crescendo em termos exibicionais. Claro que será uma equipa que merecerá atenções pelo seu todo, mas é um facto que os números traduzem o que esses jogadores têm feito”.
O crescimento defensivo do Vitória SC: “Deve-se ao facto de os jogadores se conhecerem melhor. O Óscar estava cá no ano passado, mas não teve assim tanta utilização. O conhecimento entre eles é importante. Sem tirar mérito a esses quatro jogadores, esse crescimento tem a ver com a equipa no todo e não só com um setor. É importante ter essa estabilidade”.

O trabalho depois do jogo com o Gil Vicente: “A nossa dinâmica de trabalho passa sempre por preparar o próximo jogo fechando o capítulo anterior. Há coisas que podemos sempre tirar porque é um processo contínuo. Terminou o jogo, fechamos a análise, depois focamo-nos no próximo. Não quisemos dar especial atenção ao que aconteceu, faz parte do futebol, aconteceu. Dentro do que estava no nosso controlo, quisemos perceber como podemos ser melhores. Podemos ser melhores no último terço ofensivo e focámo-nos nessa melhoria. Somos todos adultos, todos crescidos, as coisas acontecem desta forma, faz parte do passado. E preparámos o próximo jogo”.
O último jogo de Beni antes do CAN e as alternativas: “Quanto a jogar ou não, amanhã irão perceber. Temos tido em consideração nas nossas sessões de treino a sua ausência porque vamos perder um jogador para uma competição por três semanas ou um mês. Temos de preparar a equipa para, em conjunto, fazer o que o Beni tem feito bem. Há um entusiasmo natural porque o Beni vai para uma competição de seleções, mas também por haver outros jogadores que podem aproveitar a oportunidade para sobressair. Acredito que vamos ficar mais fortes quando o Beni regressar; vamos ter todos os jogadores mais preparados. É com essa visão que queremos olhar para as coisas. Os nossos médios têm estado todos a um nível muito capaz”.

Telmo Arcanjo disponível? “Está a trabalhar no sentido de poder ficar disponível. Vamos perceber amanhã de manhã se haverá a possibilidade de integrar os convocados”.

