Em antevisão à meia-final da Taça de Portugal frente ao SL Benfica, Eduardo Faustino e Miguel Cunha destacaram a motivação e o querer da formação vimaranense que disputará uma vaga na final deste domingo.

O Pavilhão Municipal de Albufeira recebeu esta tarde a antevisão coletiva da Final Four da Taça de Portugal, com os treinadores e capitães das quatro formações a assumir o papel de protagonistas. Em representação do Vitória SC, Eduardo Faustino, treinador dos Conquistadores, e Miguel Cunha, capitão de equipa, anteviram o encontro deste sábado, dia 14 de março, frente ao SL Benfica. O encontro vai disputar-se em Albufeira e está agendado para as 15h00.
Eduardo Faustino deixou assente os objetivos do grupo: “O nosso espírito é sermos competitivos e é essa a imagem do grupo para este jogo com o Benfica. Queremos ser competitivos em todos os pontos, sentirmo-nos competitivos durante o encontro para conseguirmos a vitória e isso é o mais importante. O objetivo de estar aqui é ganhar, claro, mas também sentirmo-nos bem conosco, com aquilo que é o rendimento individual e coletivo da equipa”.

Miguel Cunha, capitão dos Conquistadores, corroborou as palavras do técnico. “Um pouco na linha do que o professor Faustino disse, queremos ser fiéis a nós próprios, queremos mostrar aquilo que é esta equipa do Vitória. Sabemos que conseguimos ser competitivos com todas as equipas que aqui estão. Queremos mostrar o nosso valor e abordar o jogo com toda a seriedade que conseguimos” complementou.
Quando confrontado com o favoritismo do adversário, Miguel Cunha mostrou a garra e ambição que marcam o grupo: “Talvez a maioria das pessoas estejam à espera de um dérbi lisboeta na final, mas eu conheço vinte e poucas pessoas, que vieram de autocarro ontem, que discordam. Tenho a certeza absoluta que, se lhes perguntar, eles vão discordar consigo. Essas vinte e tal pessoas e mais umas quantas que ficaram em Guimarães vão discordar. O Sporting e o Benfica são as equipas com mais argumentos e, de qualquer das formas, vou confessar que a mim convém-me esse papel de não favorito porque nos permite jogar aqui com alguma liberdade, permite-nos desfrutar deste momento. Como eu disse: existem pelo menos vinte e duas pessoas que acreditam muito que podem causar uma surpresa amanhã e eu sou uma delas”.

Numa análise mais direta ao duelo, o comandante da formação de Guimarães acredita que o grupo pode sorrir amanhã: “Queremos explorar o Benfica, mas acho que o grande desafio aqui é desafiarmo-nos a nós próprios, desafiar aquilo que nós sabemos fazer, colocarmo-nos sempre em máxima pressão. A motivação, aquilo que nos traz a este desporto, que nos faz trabalhar todos os dias suporta muito aquilo que nós acreditamos. Quando temos essa postura de trabalho durante a semana só temos de suportar chegar ao fim-de-semana e acreditar que vamos ganhar. É no querer, é na ambição, é no trabalho diário que suportamos a nossa vontade. Nesta longa viagem, todo o grupo acredita no mesmo e estamos a pensar no mesmo, não é só o dizer ou a teoria de o dizer, é a teoria de nós acreditamos mesmo todos os dias que podemos ganhar. E vamos entrar com essa forma de estar”.

