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Gil Lameiras: “A equipa está a crescer e nós estamos com os adeptos”

Alertado para um Gil Vicente “organizado”, o treinador aposta num Vitória SC na sua plenitude para conquistar mais três pontos na deslocação a Barcelos

O empate do Vitória Sport Clube em Vila das Aves foi um contratempo que Gil Lameiras pretende corrigir rapidamente, com a conquista dos três pontos na visita ao Gil Vicente marcada para este sábado. Certo de que a equipa tem capacidade para muito mais, o treinador trabalhou a “consistência” dos jogadores e confia num bom desempenho. Na antevisão à partida, lamentou ainda a provável ausência de muitos adeptos vitorianos no Estádio Cidade de Barcelos, devido ao preço elevado dos bilhetes, manifestando a sua solidariedade e propondo “outra sensibilidade”.     

Mais consistência no jogo com o Gil Vicente: “Esse é um dos desafios que temos. Devemos controlar melhor o jogo, pelo menos em termos defensivos. Ao contrário do que se verificou frente ao Tondela e Benfica, faltou um pouco isso no último jogo, em Vila das Aves. Com bola, a equipa tem vindo a construir cada vez mais oportunidades, ainda que sem a eficácia ideal, como se verificou no último jogo. Ainda assim, acho que o resultado foi um pouco injusto”.

Adversário proporcionará jogo aberto? “Todas as equipas precisam de pontos nesta fase. Todos os jogos são muito competitivos. Para ganharmos cada jogo, temos de estar sempre na nossa melhor versão. De outra forma, as coisas tornam-se mais difíceis”.

Preparados para as características do Gil Vicente: “É uma equipa organizada e que tem o mesmo treinador desde o início. Tem uma ideia bem definida, sendo muito organizada do ponto de vista defensivo e ofensivo. Por outro lado, possui individualidades interessantes e que por vezes resolvem os jogos. São ainda fortes na bola parada. Estamos preparados para tudo isso”.

O empate anterior foi um retrocesso no crescimento da equipa? “Acho que não. Tivemos sempre o objetivo de ganhar, mas não foi possível devido a algumas fragilidades defensivas que a equipa já havia demonstrado noutros jogos. Isso voltou a ser mais visível. Em termos de organização e do ponto de vista ofensivo, a equipa esteve bem, criando oportunidades para avolumar a vantagem. Não senti um retrocesso. A equipa tem crescido, apesar desse desaire. Ainda em relação ao último jogo, aproveito para destacar o apoio que tivemos da parte dos adeptos. Estiveram connosco do princípio até ao fim, cobrando-nos no final o resultado. Perto do fim, a equipa partiu-se um bocadinho, descontrolou-se e o AFS teve duas oportunidades, mas esses dois momentos não refletiram a história real do jogo”.

O boicote das claques devido ao preço elevado dos bilhetes em Barcelos: “Não vamos ter o mesmo apoio. Isso já foi anunciado por eles e muito bem. Deve haver maior sensibilidade: a vida está muito cara para toda a gente. Nem todos ganham muito dinheiro, mas é pena isto. É um jogo que representa bem a Liga Portugal, a envolver duas excelentes equipas e que estão a crescer. O Gil Vicente tem estado mais constante no campeonato, tem somado mais pontos… O estádio poderia apresentar-se cheio, com adeptos dos dois clubes, mas nós percebemos perfeitamente os nossos adeptos e estamos com eles. Deveria haver outra sensibilidade para estas questões”.

Motivação: “A motivação deve ser diária neste clube. Devemos ter motivação por representarmos este clube e para darmos o melhor de nós em todos os jogos. Nunca estamos mais ou menos motivados em função dos adversários e das respetivas classificações. Todos os jogos são competitivos e nós temos de estar sempre muito motivados”.

O anúncio da demissão do presidente António Miguel Cardoso: “Falou comigo antes e passou-nos confiança. A nossa função é preparar a equipa e, por isso, nada mudou”.

O futuro: “Quando assumo uma equipa, a minha preocupação é dar o meu melhor, todos os dias, sem pensar muito à frente. Não estava a contar com esta oportunidade, não ambicionava isso a todo o custo, e não mudei a minha forma de estar. Penso no dia-a-dia, jogo a jogo, não estou nada preocupado com aquilo que me pode acontecer no futuro”.