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Desaire pela margem mínima num jogo equilibrado

Tiago Margarido assegura que a equipa dará uma resposta já no próximo encontro frente ao Casa Pia AC

O Vitória Sport Clube deslocou-se ao Estádio Municipal de Braga para disputar a 4.ª jornada da Liga Portugal ao início da noite desta segunda-feira, 31 de agosto. Com um claro ascendente no arranque da partida, a equipa de Tiago Margarido acabou derrotada pela margem mínima (0-1) num jogo pautado pelo equilíbrio. Golo de Diego Rodrigues aos 79 minutos decidiu o resultado.

Os Conquistadores de Tiago Margarido preparam-se agora para regressar ao Estádio D. Afonso Henriques para a receção ao Casa Pia AC. O encontro da 5.ª ronda do campeonato está marcado para as 18h00 do próximo domingo, dia 6 de setembro.

Tiago Margarido: “Foi um jogo dividido”

Análise ao jogo: “Foi um jogo dividido. Penso que entrámos melhor na primeira parte. Nos primeiros 15 minutos estávamos com algum ascendente no domínio do jogo. À medida que a primeira parte foi avançando, o Braga equilibrou e até chega ao intervalo por cima. Na segunda parte desajustámos, procurámos um posicionamento ofensivo diferente, de forma a contrariar a pressão homem a homem que o Braga estava a fazer. Estávamos a ter sucesso nisso. Alteramos um pouco o nosso plano sem bola para nos ajustarmos melhor às dificuldades que o adversário nos estava a criar. Acabámos por sofrer o golo no nosso melhor momento. Foi um jogo com poucas oportunidades, um jogo muito fechado. Não considero que o resultado seja justo porque o jogo foi decidido no detalhe. Acho que o mais justo seria o empate”.

Estratégia para o jogo: “Sabíamos que o nosso adversário, principalmente em questões do último terço, procurava muito a largura do lado oposto, nomeadamente pelo Vítor e pelo Travassos. Dessa forma, procurámos que o Miguel baixasse da linha de cinco de forma a não criarem essa disponibilidade em largura. Depois, na segunda parte, procurámos ser mais ambiciosos. Passamos para 4-2-4 no momento de pressão para termos quatro homens em zona a pressionar a construção do Braga e penso que tivemos sucesso nisso. Reafirmo o que disse há pouco. Estávamos a conseguir limitar bem a primeira fase do Braga, estávamos com posicionamentos ofensivos desajustados da pressão homem a homem do Braga. Acabámos por sofrer o golo no nosso melhor momento por um detalhe”.

Nível exibicional e resultados: “Penso que o Vitória já chegou ao nível exigido pelos adeptos. O Vitória ainda não chegou foi aos resultados que são exigidos. Obviamente queríamos ter mais pontos nesta altura. Não vou estar a fazer um resumo dos jogos anteriores. No jogo com o Arouca não merecíamos de todo ter perdido. Acho que a equipa produziu o suficiente para fazer mais pontos. Na altura em que estávamos com o ascendente sofremos o golo que foi decisivo.

Dar uma resposta já no próximo jogo: “Tenho a certeza absoluta de que vamos dar uma resposta cabal frente ao Casa Pia. Vínhamos para este jogo com a intenção, única e exclusivamente, de o ganhar e procurámos fazê-lo. A verdade é que, por um pormenor, nós não conseguimos que o resultado fluísse para o nosso lado. Acho que isso não tem de beliscar o nosso processo e o que estamos a fazer. Estamos no bom caminho, sem dúvida nenhuma, e tenho a certeza que a equipa vai dar uma resposta cabal frente ao Casa Pia”.

Insatisfeito: “Não estou satisfeito nem com a exibição nem com o resultado. Isso que fique claro. A nossa exigência tem de ser máxima. O que eu disse foi que tivemos um jogo dividido e infelizmente o detalhe não caiu para o nosso lado. Estou obviamente insatisfeito”.

Processo de evolução: “Esse foi um dos fatores em que não fomos tão competentes, foi na capacidade de chegar à área e criar oportunidades. Isto é contrário ao que temos vindo a fazer. Somos uma equipa que tem produzido bastante. Neste jogo não aconteceu. Na minha opinião, foi também fruto da capacidade do adversário pressionar-nos homem a homem. Acho que o perfil de jogo que o nosso adversário adotou fez com que não tivéssemos tanta capacidade de organização ofensiva. Acreditava que se o jogo se mantivesse empatado, íamos conseguir ter mais poder de fogo. Foi um jogo em que não criámos tanto como tínhamos vindo a criar e obviamente isso tem de nos deixar insatisfeitos, mas é como digo: temos um processo. Foi um jogo que nos criou dificuldades diferentes das que tínhamos até então. A equipa está a crescer, está a criar uma memória coletiva. É um processo de evolução”.