Treinador vimaranense voltou a liderar os Conquistadores a um novo triplete, repetindo o feito de 2024/25 e reforçando uma hegemonia sem precedentes no Polo Aquático em Portugal

A época 2025/2026 ficará gravada na história do Vitória Sport Clube. A equipa conquistou a Supertaça Carlos Meinêdo, a Taça de Portugal e o Campeonato de Portugal A1, assinando o segundo triplete consecutivo e reforçando uma hegemonia sem precedentes no panorama nacional. Com este triunfo, os Conquistadores somam já seis títulos consecutivos em seis possíveis nas competições nacionais, confirmando uma era dourada da modalidade no clube.
No final do encontro disputado no CF Portuense , o treinador Vítor Macedo destacou o significado emocional de cada troféu alcançado. “Nós nunca nos cansamos de ser campeões”, afirmou, sublinhando que cada conquista “leva junto um pedaço da alma” e representa um sentimento de enorme orgulho para todos. O técnico enalteceu ainda o trabalho desenvolvido ao longo da temporada, marcada por uma elevada exigência competitiva, entre provas europeias, compromissos das seleções nacionais e um calendário intenso.
Apesar do desgaste físico e mental sentido após a Taça de Portugal, a equipa respondeu da melhor forma na decisão do campeonato. Depois de dois encontros menos conseguidos, os vitorianos apresentaram-se na final “altamente personalizados”, determinados e competentes, construindo uma vantagem sólida desde cedo para confirmarem o estatuto de justos vencedores.
Vítor Macedo fez também questão de valorizar o esforço coletivo que sustenta o sucesso do polo aquático do Vitória SC. O treinador destacou o empenho dos jogadores, o apoio da estrutura, dos departamentos do clube e o carinho vivido diariamente dentro da secção. Numa intervenção emotiva, dedicou ainda o título à “família do Polo Aquático” e, em especial, ao atleta Salvador, que atravessa um momento familiar delicado.
Ao cumprir a oitava temporada consecutiva no comando técnico da equipa, Vítor Macedo assumiu a ligação profunda que mantém ao grupo e ao clube. Entre antigos colegas de equipa e atletas que treinou desde os escalões de formação, o treinador falou de uma relação construída ao longo de muitos anos, resumindo o sentimento vivido após mais uma conquista histórica: “É a minha casa, são as minhas pessoas e é uma família”.


Motivação para novas conquistas: “Nós nunca nos cansamos de ser campeões. Disse-lhes precisamente isso antes do jogo, que não é mais um, é um e é especial. E cada título que nós ganhámos, nós costumámos dizer internamente que vai junto um pedaço da alma. E, como tal, nós sentimos muito isso. É um sentimento de muito orgulho. Somos, de facto, a equipa que tem sido hegemónica no panorama nacional, seis títulos consecutivos. Acho que é um orgulho imenso e é de salientar o trabalho feito por toda a gente”.
Reta final da época desportiva: “Nós chegámos a esta final nas melhores condições. A época vai demasiado longa. Tivemos competições europeias, tivemos jogadores nas seleções. Para alguns jogadores, hoje foi o 42.º jogo e, no nosso contexto, é muita coisa, é difícil recuperar. E, depois da Taça de Portugal, sentimos uma quebra na equipa, sobretudo física e também um bocadinho mental. Sabíamos que esta final ia ser difícil, mas no primeiro jogo entrámos muito bem. No segundo e terceiro jogos, para além de não terem corrido bem, não conseguimos apresentar a melhor versão de nós próprios. Neste último jogo entrámos altamente personalizados, a saber aquilo que queríamos, muito competentes. Fomos uns justos vencedores”.
A posição do treinador: “O treinador pode ocupar, por vezes, uma posição solitária porque nunca estamos satisfeitos e queremos sempre mais e estamos preocupados com o que correu menos bem, o que podemos fazer melhor. Não é fácil. Torna-se mais fácil quando temos os melhores jogadores do país e jogadores com qualidade. Não foi de todo fácil repetir este feito até porque jogámos contra um bom adversário. Não é só chegar, vir e vencer. Há muito trabalho envolvido, são muitas horas dedicadas a isto. Gostava também de salientar todo o trabalho que os jogadores fazem, a estrutura, o clube, todos os departamentos, desde o departamento médico ao de comunicação, todo o apoio que nós temos e o carinho que sentimos é muito especial. E gostava, mais uma vez, de dedicar este título à família, à família do Polo Aquático e, em especial, ao Salvador, que neste momento está a passar por uma fase familiar difícil e que tem recebido o carinho necessário para enfrentar esta situação”.
O grupo de trabalho: “Tenho muito orgulho em todos. É emocionante para mim falar deles porque sinto mesmo muito orgulho na equipa. São muitos anos, é a minha oitava época consecutiva a treiná-los. Alguns jogadores foram meus colegas de equipa, outros foram meus atletas nos sub-12, nos sub-13, nos sub-15. É a minha casa, são as minhas pessoas e é a minha família do Polo Aquático”.

